- Um tribunal turco anulou a eleição para a liderança do CHP em 2023, determinando que Kemal Kılıçdaroğlu assuma como líder interino.
- A decisão baseia-se em alegações de compra de votos no congresso de novembro de 2023, com promessas de empregos e outras vantagens a delegados para favorecer Özgür Özel.
- A notícia provocou a quebra do índice BIST 100, principal bolsa de valores de Istambul, que caiu mais de 6%.
- O CHP negou as acusações e acusou o governo de empregar o poder judicial para conduzir um golpe político; críticos veem a ação como uma manobra para enfraquecer o partido.
- Özel tinha ganho a liderança do CHP, mas o antigo líder, Kılıçdaroğlu, foi chamado a liderar de forma interina, num contexto de tensões internas e controvérsias políticas.
O tribunal turco anulou a eleição de liderança do CHP de 2023, atual líder Özgür Özel fica sem cargo, e Kemal Kılıçdaroğlu é nomeado líder interino. A decisão baseia-se em alegações de compra de votos no congresso de novembro de 2023.
Procuradores sustentam que Özel garantiu a eleição com promessas de empregos e outras vantagens, pressionando delegados. O veredicto também ordena que Kılıdaroglu assuma interinamente o cargo, substituindo Özel.
Após a decisão, o CHP apelou à mobilização de membros na sua sede de Ancara. O mercado reagiu: o índice BIST 100 de Istambul caiu mais de 6% após a notícia.
A investigação envolve acusações de compra de votos durante o congresso de novembro de 2023, com alegações de pressão sobre delegados mediante promessas. Em outubro, um tribunal de Ancara tinha arquivado processo semelhante, decisão que foi revertida em recurso.
O CHP nega as acusações, atribuindo o caso a uma manobra política do governo para enfraquecer o partido histórico que derrotou o AKP nas autárquicas de 2024. O partido sublinha que continua a defender a sua linha.
Kemal Kılıçdaroğlu, antigo líder, tem 77 anos e acumula várias derrotas eleitorais. Enquanto Özel assumiu recentemente, o CHP conquistou vitória significativa em eleições locais sob a liderança de Özel, incluindo protestos de rua ligados à detenção de Ekrem İmamoğlu.
İmamoğlu, figura central do movimento pró-democracia, enfrenta múltiplos processos e acusações variadas. O caso atual ocorre paralelamente a um amplo processo de corrupção, com pedidos de longa pena, nos tribunais da Turquia.
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