- Os Estados Unidos acusam Raúl Castro de conspiração.
- Miguel Díaz-Canel é confirmado como novo presidente, encerrando a era Castro pela primeira vez em cerca de sessenta anos; Raúl Castro passa a trabalhar nas decisões estratégicas.
- A Assembleia Nacional vota a sucessão, com Díaz-Canel como único candidato; o vice-presidente é o principal nome apontado.
- Raúl Castro anuncia a demissão do Partido Comunista de Cuba.
- O governo cubano vê Díaz-Canel como continuador de parte da estrutura de Raulista, com promessas de reformas constitucionais para incluir mais direitos e ampliar o espaço a privados e à comunidade LGBT.
O Congresso e as notícias vindas de Cuba consolidam a passagem de liderança que marca o início de uma nova era para a ilha. Raúl Castro, aos 86 anos, encerra uma etapa de quase seis décadas em posições-chave, com Miguel Díaz-Canel a assumir a presidência. A transição é acompanhada pela continuidade do governo, mantendo parte da equipa sob o novo líder.
Nos últimos dias, o parlamento cubano confirmou a eleição de Díaz-Canel como presidente, colocando pela primeira vez desde 1959 a presidência fora da família Castro. O Parlamento tornou público o anúncio de que Díaz-Canel passa a chefiar o governo, enquanto Raúl Castro continua a influenciar decisões estratégicas.
O retorno da dinastia ao centro do poder foi apresentado como uma passagem de testemunho, com Díaz-Canel mantendo políticas e estruturas herdadas de Raulismo. A transição acontece num momento de foco interno em reformas constitucionais e na gestão de tensões com os Estados Unidos.
Paralelamente, registam-se noticias de fãs e simpatizantes em Havana, com discursos oficiais a sublinhar a continuidade institucional. O novo presidente já referiu temas como direitos civis e relações externas, numa primeira entrevista desde a tomada de posse.
Entre as mudanças em aberto está a possível revisão constitucional, com propostas que poderão ampliar direitos da comunidade LGBT e regulamentar o setor privado. O objetivo apontado é modernizar estruturas sem comprometer a liderança do Partido Comunista.
Ages de figuras históricas ligadas à Revolução permanecem vivas no imaginário público cubano, incluindo referências à baía dos Porcos e a outras épocas de confrontos com o externa. O legado dos irmãos Castro continua presente no discurso oficial.
José Ramón Fernández Alvarez, conhecido como El Gallego Fernández, faleceram aos 95 anos, sendo lembrado como um líder histórico da Revolução. O falecimento sinaliza o fim simbólico de uma era para muitos cubanos.
Miguel Díaz-Canel concede a primeira entrevista, na qual abordou casamento entre pessoas do mesmo sexo e as relações com os EUA. O dirigente reiterou o compromisso com a agenda social e com uma política externa mais firme, ainda que pragmática.
Miguel Díaz-Canel permanece como cabeça do governo, enquanto Raúl Castro encerra funções oficiais. O Parlamento confirmou a nomeação do atual vice-presidente como candidato único para a liderança do Estado, encerrando décadas de domínio familiar.
O conjunto de declarações oficiais aponta para uma era de transição, com foco em estabilidade institucional e na continuidade de políticas de Estado. Ainda assim, permanecem incógnitas sobre calendários específicos de reformas constitucionais.
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