- Donald Trump admitiu que poderia falar directly com o Presidente de Taiwan sobre a venda de um pacote de armas, antes de tomar uma decisão final.
- Se isso ocorrer, o movimento quebraria o protocolo diplomático e contestaria a política dos Estados Unidos de quase cinco décadas.
- O Governo de Taiwan recebeu a notícia com satisfação.
- Pequim pediu aos EUA para não enviarem “sinais errados” sobre Taiwan.
- Xi Jinping aproveitou a visita de Trump a Pequim, na semana passada, para alertar os EUA sobre a questão de Taiwan; os EUA e Taiwan não têm relações oficiais desde 1979.
Donald Trump admitiu na quarta-feira ter conversado diretamente com o Presidente de Taiwan sobre a possibilidade de vender armas à ilha. A decisão ainda não foi tomada, mas o discurso representa uma eventual quebra de protocolo por parte dos EUA.
A Casa Branca não confirmou de forma oficial os detalhes da conversa, mas o tema do comércio de armamento com Taipé surge numa altura de tensões na região. Estados Unidos não mantêm relações diplomáticas formais com Taiwan desde 1979.
Taiwan é reivindicada pela China, que vê a ilha como uma província rebelde. Pequim pediu aos EUA para não enviarem sinais errados e reiterou a sua posição de defesa da unidade territorial.
Reação internacional
O Governo da ilha recebeu a notícia com satisfação, destacando o apoio contínuo dos EUA. Em Pequim, o governo chinês expressou preocupação com o desvio de políticas convencionais de Washington.
Xi Jinping aproveitou a visita de Trump a Pequim na semana passada para alertar os EUA sobre a questão de Taiwan. A pasta diplomática chinesa reiterou que qualquer venda de armas pode aumentar a tensão na região.
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