- A China opôs-se à acusação dos Estados Unidos contra Raúl Castro, afirmando que se trata de um aproveitamento abusivo de meios legais.
- Os EUA responsabilizam Raúl Castro por assassinato de cidadãos norte-americanos em 1996, numa operação associada à defesa de Havana.
- Segundo a acusação, dois aviões comerciais, pilotados por opositores, foram abatidos naquela ocasião, causando quatro mortes.
- Pequim defende que Washington deve parar de usar sanções, força legal e pressões contra Cuba, e apoia a soberania cubana.
- As tensões entre Estados Unidos e Cuba têm aumentado, em contexto de embargo desde 1962 e bloqueio total de petróleo imposto pelos EUA em janeiro.
A China criticou nesta quinta-feira a acusação dos Estados Unidos contra Raúl Castro, argumentando que é um aproveitamento abusivo de meios legais. A acusação envolve o ex-presidente cubano em um caso de 1996. Pequim vê o passo como forma de pressão sobre Cuba.
O governo dos EUA alega o assassinato de cidadãos norte-americanos em 1996. A China afirma que a acusação não tem fundamento no direito internacional e serve para pressionar as autoridades cubanas.
Reação da China
Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, disse que a China se opõe a sanções unilaterais ilegais. O porta-voz criticou o uso de medidas que não correspondem ao direito internacional.
Ele pediu que os EUA deixem de recorrer a sancões, à força da lei e a ameaças contra Cuba. A posição chinesa também defende a soberania de Cuba sem interferência externa.
A China reiterou apoio à defesa da soberania cubana e recusou qualquer intromissão estrangeira. O discurso oficial enfatizou respeito pela independência de Havana.
Contexto e posição de Cuba e EUA
Raúl Castro, 94 anos, foi acusado, juntamente com outros líderes cubanos, de assassinato de cidadãos norte-americanos no caso de 1996. A acusação envolve dois aviões civis abatidos por opositores do regime.
Na altura, Raúl Castro ocupava o cargo de ministro da Defesa de Cuba. O processo ocorre num momento de intensificação das tensões entre Washington e Havana.
Além do embargo histórico, os EUA intensificaram medidas em janeiro com o bloqueio total de petróleo a Cuba. A situação amplia o atrito entre as duas potências e o governo cubano.
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