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Sánchez apoia Zapatero após acusação e rejeita antecipar eleições

Sánchez garante eleições em 2027, apoia Zapatero e rejeita antecipação, enquanto o ex-presidente é arguido no caso Plus Ultra

ARQUIVO: O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, senta-se no hemiciclo do Parlamento, em Madrid, a 9 de julho de 2025. (Foto AP/Bernat Armangue)
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  • Pedro Sánchez rejeitou antecipar eleições e garantiu que haverá eleições em 2027, após Zapatero ter sido constituído arguido no caso Plus Ultra.
  • O chefe do Governo pediu respeito pela presunção de inocência e pelo trabalho da Justiça, mantendo apoio ao ex-presidente Zapatero.
  • O líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, denunciou que, sem o Conselho de Ministros, Zapatero não poderia delinquir e pediu a demissão de Sánchez.
  • O Tribunal Nacional indicia Zapatero por organização criminosa, tráfico de influências, falsificação de documentos e branqueamento de capitais ligados ao resgate de 53 milhões de euros à Plus Ultra.
  • O depoimento de Zapatero está marcado para 2 de junho, com a defesa a negar as acusações e a sustentar que nunca interveio no resgate nem recebeu comissões.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, rejeitou a antecipação de eleições após a constituição de arguido de José Luis Rodríguez Zapatero no caso Plus Ultra. No Congresso, Sánchez pediu respeito pela presunção de inocência e pela Justiça e garantiu eleições em 2027.

À mocidade, o líder do PSOE apoiou Zapatero, afirmando que este tem experiência e que não houve conduta delituosa por parte dele, nem de Ábalos ou Santos Cerdán, segundo o despacho judicial. O casal é alvo de críticas por suposta intervenção no resgate da companhia aérea.

Oposição reage com tom duro: Alberto Núñez Feijóo afirmou que Espanha é governada por corruptos e exigiu a demissão de Sánchez, descrevendo Zapatero como referência moral. Sánchez ausentou-se da sessão após perguntas de líderes do PP, Vox e ERC.

Investigação e depoimento

Ontem ficou conhecido que o Tribunal Nacional indiciou Zapatero por organização criminosa, tráfico de influências, falsificação de documentos e branqueamento de capitais, no âmbito do processo liderado pelo juiz Calama. A investigação aponta para uma estrutura que favoreceria o resgate de 53 milhões de euros.

Segundo o magistrado, há indícios de uso de sociedades interpostas e operações financeiras internacionais para canalizar fundos. Zapatero negou quaisquer intervenções na concessão do resgate e negou recebimento de comissões associadas à Plus Ultra.

Reações no Parlamento

Relatos de frustração já eram perceptíveis entre as vozes da esquerda ao entrar no hemiciclo, com menções de Zapatero como referência moral. Deputados da ERC destacaram que o caso é doloroso para o campo progressista, mantendo o foco na presunção de inocência.

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