- O presidente Lula da Silva defendeu a exploração de petróleo pela Petrobras na Margem Equatorial para antecipar possíveis ações dos Estados Unidos.
- Lula afirmou que o Brasil deve ocupar e explorar a área costeira com responsabilidade, citando a ameaça de Donald Trump à Gronelândia.
- A declaração teve lugar durante um evento em São Paulo que anunciou investimentos da Petrobras de cerca de 6,28 mil milhões de euros até 2030.
- A Margem Equatorial vai de Amapá ao Rio Grande do Norte e inclui a Bacia da Foz do Amazonas, considerada estratégica pela Petrobras.
- Organizações ambientais e o Ministério Público Federal questionam os impactos da exploração; o MPF pediu a suspensão da licença ambiental após falhas no estudo de impacto, gerando tensões entre ministérios.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a exploração de petróleo pela Petrobras na Margem Equatorial, afirmando que o Brasil deve atuar na região antes de qualquer decisão dos Estados Unidos. A declaração ocorreu durante um evento em São Paulo, dedicado a investimentos da Petrobras que chegam a cerca de 6,28 mil milhões de euros até 2030.
Lula reiterou que a exploração pode ser feita com responsabilidade, citando preocupações sobre outras nações que já reivindicaram áreas próximas. O presidente mencionou preocupações com possíveis movimentos de potências estrangeiras sobre territórios da região, e enfatizou a necessidade de o Brasil agir para assegurar rendimentos para o futuro do país.
O anúncio de investimentos da Petrobras em São Paulo serviu como cenário para a defesa da ocupação da área, que inclui a Bacia da Margem Equatorial, estendendo-se do Amapá ao Rio Grande do Norte. A estatal vê a área como estratégica, especialmente a Bacia da Foz do Amazonas, para ampliar reservas.
Área de extrema sensibilidade
A Margem Equatorial contempla cinco bacias: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar. Organizações ecologistas destacam que a região é sensível por abrigar mangais, recifes, biodiversidade marinha e territórios indígenas, dificultando licenças ambientais.
O Ministério Público Federal pediu, na semana passada, a suspensão imediata da licença ambiental que autoriza perfurações em águas profundas na Foz do Amazonas, após uma fuga verificada no início do ano, apontando falhas no Estudo de Impacto Ambiental.
A exploração na zona tem gerado tensão entre ministérios, com o de Minas e Energia e o Ministério do Ambiente e Mudanças Climáticas discutindo licenças. Em contexto próximo, o ministro da Pasta declarou que Guiana vizinha prossegue com exploração na mesma bacia, em contraste com o impasse brasileiro.
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