- Interceptação israelita da flotilha Global Sumud, composta por cerca de cinquenta embarcações que partiram do sul da Turquia na semana passada, ocorreu ao largo de Chipre.
- Soldados armados abordaram os navios em pleno dia, com ativistas a bordo a usar coletes salva-vidas; a transmissão ao vivo foi interrompida quando a operação começou.
- As embarcações foram interceptadas a 250 milhas náuticas da costa de Gaza, num contexto em que as forças israelitas já tinham avisado que não permitiria violação do bloqueio.
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel afirmou que duas organizações turcas violentas, Mavi Marmara e IHH, participam na provocação, servindo o Hamas; Ancara descreveu o ato como pirataria.
- Os organizadores dizem que a flotilha se reorganizou e já conta com quase 500 ativistas de 45 países; em 30 de abril já tinham sido interceptadas mais de vinte embarcações próximas de Creta.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel anunciou a interceção, ao largo de Chipre, da flotilha Global Sumud, composta por cerca de 50 embarcações que partiram do sul da Turquia na semana passada. A operação ocorreu em pleno espaço marítimo internacional, no contexto de bloqueio a Gaza.
Imagens transmitidas online mostram ativistas nas embarcações, com coletes salva-vidas, a aproximarem-se de um barco insuflável que transportava soldados. Seguidamente, soldados armados entram no navio, e a transmissão é interrompida repentinamente. Muitas embarcações estavam perto da costa de Chipre.
Interceptação e contexto
Segundo os organizadores, as embarcações foram interceptadas a 250 milhas náuticas da costa de Gaza. Ao contrário de operações anteriores, a aproximação ocorreu durante o dia, com as forças israelitas a abordarem as embarcações em águas internacionais.
Reações oficiais
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel referiu que duas organizações turcas violentas, a Mavi Marmara e a IHH, participam na ação, alegadamente com o objetivo de servir o Hamas e perturbar o avanço do plano de paz do Presidente Trump. Ancara qualificou o episódio como pirataria.
Em resposta, o Ministério turco classificou a intervenção como mais um ato de pirataria, condenando a ação das forças israelitas em águas internacionais.
Contexto recente e desdobramentos
No final de abril, as forças israelitas interpuseram-se a mais de 20 embarcações vindas da Europa, perto de Creta, com cerca de 175 ativistas. Dois dos detidos, Saif Abu-Kaseh e Thiago Ávila, foram posteriormente expulsos de Israel após vários dias de detenção.
Organizadores da flotilha afirmam que o movimento foi reestruturado e conta hoje com quase 500 ativistas de 45 países. Nenhuma das frotas anteriores conseguiu romper o bloqueio naval de Gaza.
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