- O ministro da Defesa, Nuno Melo, afirmou que Portugal fez o que tinha que ser feito em relação à Base das Lajes.
- A observação surge a propósito das declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que elogiou Portugal por ter autorizado o uso da base no conflito com o Irão.
- Rubio disse, numa entrevista à Fox News, que a autorização foi dada ainda antes de Portugal saber qual seria o pedido.
- Nuno Melo, em Alcobaça, disse que a declaração de Rubio não pode ser lida literalmente e que Portugal disponibilizou a base com condições, como sempre.
- O ministro não entrou em detalhes sobre se o Governo foi informulado previamente da operação.
O ministro da Defesa, Nuno Melo, afirmou que Portugal fez o que era necessário na Base das Lajes, nos Açores, na sequência de declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A reação surgiu após Rubio elogiar Portugal por ter autorizado a utilização da base no conflito com o Irão.
Nuno Melo destacou, em Alcobaça, que não se pode interpretar literalmente a mensagem de Rubio e sugeriu que o ministro americano procurou valorizar o papel de Portugal como aliado, sublinhando que a base foi disponibilizada com condições, como é tradição.
O ministro proferiu estas palavras durante o congressso do CDS no Pavilhão Panorama, até ao próximo domingo. Questionado sobre se o Governo tinha sido previamente informado sobre a utilização da base, Melo não confirmou nem desmentiu essa possibilidade, referindo apenas que as relações entre os dois países são pautadas por cooperação institucional.
A Base das Lajes tem sido ponto de referência em discussões diplomáticas, com os EUA a manter acordos que permitem o uso da infraestrutura em situações de crise regional. A posição portuguesa, segundo Melo, continua firme no contexto de relações internacionais e de responsabilidade estratégica.
Marco Rubio, em entrevista à Fox News, indicou que a autorização para o uso da base foi concedida antes de Portugal saber qual seria o pedido, mas as declarações do ministro não rebatem de forma direta esse aspeto, mantendo o foco na avaliação de que Portugal cumpriu o esperado como aliado.
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