- Após erguer a bandeira da Palestina nos festejos do título da La Liga, a 12 de maio, Lamine Yamal viu surgir um mural seu em Gaza, criado por vários artistas palestinianos.
- O mural fica nos escombros do campo de refugiados de Shati, em Gaza, e retrata o jogador de 18 anos; Yamal terá pedido a bandeira a um adepto que seguia o autocarro do FC Barcelona.
- O jovem partilhou a foto do momento nas redes sociais.
- A situação gerou reacções diversas: o ministro da Defesa de Israel acusa o jogador de incitar ódio contra Israel.
- O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, defendeu Yamal, dizendo que ele apenas expressou solidariedade à Palestina e que isso merece orgulho.
O mural de Lamine Yamal aparece em Gaza, após o jogador ter erguido a bandeira da Palestina durante as celebrações do título da La Liga em Barcelona. O episódio ocorreu a 12 de maio, à conclusão do jogo frente ao Real Madrid, com cerca de 700 mil pessoas nas ruas da cidade. A pintura foi terminada a 13 de maio de 2026, nos escombros do campo de refugiados de Shati, em Gaza.
Segundo a agência Reuters, vários artistas palestinianos reuniram-se para retratar a figura do jogador de 18 anos. Yamal terá pedido a bandeira a um adepto que acompanhava o autocarro da equipa durante as celebrações, e publicou a foto do momento nas redes sociais.
Reações políticas e sociais
Israel acusou Yamal de incitar o ódio e de fomentar ataques contra as forças israelitas que combatem o Hamas. O ministro da Defesa de Israel reforçou a crítica, sem apresentar evidências a justificar a acusação, e pediu à imprensa que questione a postura do FC Barcelona. Em Espanha, o presidente do Governo, Pedro Sánchez, defendeu o jovem, afirmando que o gesto exprimiu solidariedade com a Palestina e que não houve incitação ao ódio. Sánchez também destacou o orgulho pela atuação de Yamal.
Contexto do debate público
A posição de Sánchez tem gerado atrito com alguns aliados internacionais, incluindo críticas do ex-presidente dos EUA. Documentos do Pentágono, tornados públicos, mencionaram tensões relacionadas com a presença de Espanha na NATO. Espanha é um país que reconheceu formalmente o Estado da Palestina, e houve boicotes a eventos internacionais relacionados com Israel, refletindo a delicada sensibilidade diplomática em jogo.
Entre na conversa da comunidade