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UE atribui estatuto estratégico a lítio em Portugal sem peritos

Documentos da UE revelam inclusão de três projectos de lítio portugueses na lista de estratégicos, apesar da avaliação negativa de peritos

Amostras da exploração de lítio da Savannah
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  • Três projectos portugueses de lítio — Mina do Barroso, Mina do Romano e a refinaria Lift One — foram classificados como Projectos Estratégicos pela Comissão Europeia, apesar de terem recebido avaliação negativa de peritos independentes.
  • A inclusão ocorreu entre Fevereiro e Março de 2025, com a lista final de Projectos Estratégicos do Conselho Europeu das Matérias-Primas Críticas (CRM) já em Março, segundo documentos divulgados pela investigação.
  • Uma carta interna da DG Grow revela que a versão preliminar da lista só continha candidaturas que tinham sido avaliadas positivamente pelos peritos, sugerindo alteração após a consulta aos Estados-membros.
  • O Ministério do Ambiente e Energia afirma que não houve interferência governamental na avaliação técnica e que a decisão cabe às instituições europeias.
  • A divulgação levanta questões sobre transparência e possível pressão política no processo, com várias ações judiciais em curso e outros casos semelhantes em Espanha, Sérvia, França, Itália e Romênia.

O que aconteceu: documentos da Comissão Europeia mostram que três projectos portugueses de lítio passaram a ser considerados estratégicos, apesar de avaliação negativa de peritos. A inclusão ocorreu a nível europeu no Conselho Europeu das Matérias-Primas Críticas.

Quem está envolvido: Portugal, através do Ministério do Ambiente e Energia, é apontado como parte ativa. Os projectos são a Mina do Barroso (Savannah), a Mina do Romano (Lusorecursos) e a refinaria Lift One (Lifthium). Peritos independentes tinham rejeitado os projectos.

Quando e onde: a mudança ocorreu entre Fevereiro e Março de 2025, em reuniões do CRM Board da UE. Os documentos referem-se a reuniões realizadas em Bruxelas, dentro do quadro europeu de matérias-primas críticas.

Porquê: a investigação sugere influência política para classificar projectos como estratégicos, mesmo sem suporte técnico. Os documentos divulgados indicam que a lista final foi alterada após consultas aos Estados-membros, sem fundamentação ESG clara.

Estrutura e prova documental

Actas de reuniões, cartas internas e apresentações da DG Grow compõem a base documental. A comparação entre listas de Fevereiro e Março mostra que 11 a 12 candidaturas entram na versão final, apesar de não constarem inicialmente.

Alteração controversa

Uma carta interna da DG Grow de Fevereiro afirma que a lista preliminar continha apenas projectos avaliados positivamente pelos peritos. A mudança em Março não foi acompanhada de justificações técnicas públicas.

Interpretações técnicas

Economistas ou especialistas consultados pelo Table.Briefings afirmam que a inclusão tardia sugere ponderação de interesses industriais. A avaliação ESG parece ter recebido menor peso na decisão final, segundo análises citadas.

Contexto político e ambiental

O caso do Barroso está a ser contestado em tribunais, com alegações de risco hídrico e impacto ambiental. Organizações locais afirmam que a classificação violou leis europeias e direitos dos cidadãos.

Reação do Governo

O Ministério do Ambiente e Energia sustenta que não houve interferência na avaliação técnica da Comissão. A decisão de classificação cabe exclusivamente às instituições europeias.

Transparência e participação pública

A investigação aponta para resistência da Comissão em divulgar pareceres técnicos. A recusa levanta questões sobre a transparência no processo de selecção de Projectos Estratégicos.

Outros países envolvidos

Além de Portugal, Espanha, Sérvia e França também aparecem na lista final de Março. No total, vários projectos de lítio e de outros minérios entraram sem passar pela avaliação técnica inicial. O caso português destaca-se pela evidência de intervenção governamental.

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