- Em 14 de maio, em Aachen, Mario Draghi recebeu o Prémio Internacional Carlos Magno de 2026, pelos contributos para a unidade europeia e pela liderança na crise da dívida da zona euro.
- O antigo presidente do Banco Central Europeu ficou conhecido como “Super Mario” pela resposta decisiva à crise do euro.
- Na cerimónia, Friedrich Merz e Kyriakos Mitsotakis descreveram Draghi como figura central na proteção da Europa durante turbulence económica.
- Draghi pediu uma integração económica mais profunda e maiores investimentos na energia, nas infraestruturas digitais e no mercado único, defendendo endividamento conjunto.
- O prémio ocorre num contexto de negociações sobre o quadro financeiro plurianual 2028-2034 e das recomendações de investir até 800 mil milhões de euros por ano, apresentadas no relatório de 2024.
Mario Draghi recebeu o Prémio Internacional Carlos Magno de 2026 em Aachen, a 14 de maio, pelo contributo para a unidade europeia e pela gestão da crise da dívida na zona euro. O economista italiano é reconhecido pela sua atuação à frente do Banco Central Europeu entre 2011 e 2019.
O antigo presidente do BCE ficou conhecido como Super Mario junto de jornalistas e mercados financeiros, pela resposta decisiva à crise que afectou o euro. A cerimónia contou com a presença de figuras políticas de relevo.
During a cerimónia, Friedrich Merz e Kyriakos Mitsotakis descreveram Draghi como um pilar da proteção europeia durante turbulência económica, defendendo uma UE mais forte e integrada. Merz apelou a maior investimento na competitividade e na defesa perante a pressão externa.
Contexto económico na UE
Draghi advertiu que a Europa corre o risco de ficar para trás sem uma integração económica mais profunda e grandes investimentos em energia, infraestruturas digitais e no mercado único. Criticou a fragmentação de mercados e disse que acordos comerciais não resolvem fragilidades estruturais.
Os comentários chegam num momento de negociações do quadro financeiro plurianual 2028-2034 da UE, com foco em dívida, competitividade industrial e despesas de defesa. Reforçou, ainda, recomendações apresentadas no seu relatório de 2024 sobre competitividade europeia, que defendiam investimentos anuais até 800 mil milhões de euros.
O Prémio Carlos Magno foi criado em Aachen após a Segunda Guerra Mundial para reconhecer pessoas e instituições que promovem cooperação e integração europeias. O galardão homenageia Carlos Magno, que governou grande parte da Europa Ocidental a partir de Aachen, e já distinguiu nomes como Jean Monnet, Robert Schuman, Angela Merkel e a própria União Europeia.
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