- No dia 11 de maio, a antiga porta-voz de Zelensky, Iuliia Mendel, foi entrevistada por Tucker Carlson, com a pergunta sobre se o Presidente ucraniano seria consumidor de drogas.
- Capas manipuladas de jornais — incluindo PÚBLICO, Liverpool Echo, Bild, Ouest France e Jerusalem Post — associaram Zelensky a afirmações sobre uso de drogas, usando identidades visuais falsas para parecerem originais.
- A primeira capa falsa identificada exibiu a expressão “cheirador” e associou Zelensky a uma capa que, na versão verdadeira, era do jornal Sbovoda (parecido com Sbovodanews).
- O conjunto de capas surgiu no X a 12 de maio, apenas um dia após a entrevista, e recorre a várias identidades jornalísticas para ampliar o alcance geográfico da desinformação.
- Este padrão de desinformação é mais antigo, tendo já sido observado em ataques que associaram Zelensky a drogas em 2022, 2023 e 2019, com verificações e apurações de agências como Reuters, AFP e France 24.
Capas de jornais foram manipuladas para veicular uma narrativa antiga sobre Zelensky e drogas. A investigação analisa capas do PÚBLICO e de outros jornais que referiam uma entrevista de Tucker Carlson a uma ex-porta-voz de Zelensky, com alegações de consumo de drogas.
Segundo o jornal, a entrevista, realizada a 11 de Maio, questionou Iuliia Mendel sobre se o Presidente ucraniano seria consumidor de drogas. Mendel afirmou não ter visto Zelensky a consumir, mas referiu ter ouvido relatos de outras pessoas em discotecas.
As capas editadas surgiram rapidamente nas redes sociais, incluindo uma versão com o estilo gráfico do PÚBLICO. Vinha acompanhada de manchetes que acusavam Zelensky, usando identidades falsas de jornais internacionais para parecer verossímil.
Como e onde surgiram as manipulações
A capa falsa publicada no X no dia seguinte à entrevista agregava várias edições manipuladas de jornais como Liverpool Echo, Bild, Ouest France e Jerusalem Post. Em muitos casos, as capas substituíam conteúdos reais por referências à suposta entrevista.
A prática combina duas táticas comuns de desinformação: uso de identidades de jornais reais para conferir credibilidade e ataque ad hominem contra Zelensky, visando moldar a opinião pública de forma rápida e difusa.
Contexto e histórico
A narrativa de consumo de cocaína por Zelensky já apareceu noutras ocasiões, com verificação de conteúdos editados por agências de fact-checking. Organizações europeias identificaram estas peças como desinformação com objetivo político, recorrendo a formatos já testados.
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