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Draghi recebe Prémio Carlos Magno e afirma: estamos sós, juntos

Mario Draghi recebe o Prémio Carlos Magno e defende maior inovação, menos burocracia e investimentos para a EU competir com EUA e China

Mario Draghi na cerimónia de entrega dos prémios
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  • Mario Draghi recebeu o Prémio Carlos Magno em Aachen, pela sua contribuição para salvar o euro e pelas propostas para o futuro da União Europeia.
  • Um momento emblemático da sua carreira ocorreu em 2012, quando afirmou que faria “tudo o que fosse preciso” para evitar o colapso do euro, tranquilizando os mercados.
  • O Relatório Draghi, apresentado em 2024, defende reformas para aumentar a competitividade, reduzir a burocracia e investimentos anuais de até 800 mil milhões de euros.
  • O chanceler alemão Friedrich Merz elogiou o relatório e a Grécia, defendendo um maior aproveitamento do mercado único e o uso ativo de recursos comuns para financiar investimentos estratégicos.
  • O primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis apontou que a Europa enfrenta escolhas decisivas, sublinhando a necessidade de fortalecer a defesa, infraestruturas e cadeias de abastecimento para manter a soberania.

Mario Draghi foi galardoado com o Prémio Carlos Magno, em Aachen, Alemanha, pelas contribuições para salvar o euro e pelas propostas sobre o futuro da Europa. A cerimónia ocorreu com a presença de figuras políticas relevantes, numa sessão que destacou a visão de Draghi para a integração europeia.

Num momento marcante da sua carreira, Draghi recordou a afirmação de 2012, em Londres, de que faria tudo o que fosse necessário para evitar o colapso da moeda única. O seu discurso explicou que, sob a liderança do BCE, seriam usados todos os instrumentos disponíveis para apoiar o euro.

Draghi: análise do mundo atual

Na intervenção, Draghi afirmou que, pela primeira vez na história moderna, os Estados Unidos podem já não garantir a segurança da Europa nas condições de outrora. A China não oferece, diz, uma referência alternativa, o que implica uma Europa mais capaz de agir de forma decisiva.

O antigo presidente do BCE defendeu que a Europa precisa reagir a esta nova realidade com uma cooperação mais equilibrada e com maior autonomia, incluindo uma mudança de atitude sobre a segurança. O discurso enfatizou a necessidade de reforçar a resiliência e a capacidade de resposta europeias.

Merz enfatiza o potencial do espaço económico europeu

O chanceler alemão Friedrich Merz destacou no mesmo evento o potencial do mercado único da UE, afirmando que a União deve explorar mais plenamente os seus recursos para financiar investimentos estratégicos. Merz referiu-se ao relatório Draghi de 2024 como uma referência para a modernização económica europeia.

O governante elogiou o papel de Draghi no processo de reformas e mencionou também Wolfgang Schäuble, reconhecendo contributos para a estabilidade fiscal e para o avanço das reformas nos países membros.

Elogios à Grécia e ao caminho das reformas

Merz dirigiu-se ao primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis, realçando o impacto das reformas empreendidas pela Grécia. O chanceler sublinhou que o caminho de reformas foi exigente, mas provou ser o correto, elogiando o esforço de Mitsotakis e do povo grego.

O discurso de Merz celebrou também as propostas de Draghi para modernizar a Europa e expressou a convicção de que a Europa desperta para defender com vigor os seus interesses.

Mitsotakis aponta escolhas decisivas para a Europa

O primeiro-ministro grego destacou que a Europa enfrenta escolhas decisivas e corre o risco de se tornar observadora de decisões externas. Mitsotakis ressaltou o papel de Draghi na proteção da moeda única e na coesão da zona euro.

Foi lembrada a célebre afirmação do BCE durante a crise da dívida pública e o discurso enfatizou a necessidade de reforçar a competitividade europeia, a inovação tecnológica e as cadeias de abastecimento, incluindo uma defesa mais autónoma.

Defesa, segurança e autonomia estratégica

Mitsotakis advertiu que a Europa precisa de segurança para ser verdadeiramente soberana, abrangendo infraestruturas, energia e logística. Defendeu ainda a aplicação prática da cláusula de assistência mútua prevista no tratado, para avançar a defesa coletiva europeia.

Ao longo da cerimónia, Draghi, Mitsotakis e Merz, entre outros presentes, discutiram a importância de uma Europa mais integrada, resiliente e capaz de competir num cenário internacional em mudança.

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