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Cuba anuncia esgotamento de reservas de combustível e pede ajuda internacional

Cuba declara esgotamento definitivo de reservas de combustível e solicita ajuda externa para evitar crise humanitária, após protestos em Havana

Cubanos têm protestado contra os apagões constantes causados pela falta de combustível
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  • Autoridades cubanas confirmaram que as reservas de combustível do país se esgotaram e pedem apoio externo para evitar uma crise humanitária.
  • O ministro da Energia e Minas, Vicente de la O Levy, disse que Cuba não tem gasolina nem gasóleo e está aberta a quem lhe venda combustível.
  • Desde dezembro o país enfrenta o bloqueio dos Estados Unidos; apenas um petroleiro russo chegou à ilha, e México e Venezuela deixaram de vender para evitar tarifas.
  • A crise energética já afeta serviços básicos como hospitais, transportes e segurança, e o turismo encontra-se praticamente paralisado, com hotéis encerrados e voos cancelados.
  • Em Havana houve protestos na noite de quarta-feira, com via bloqueada por lixo queimado e pessoas a baterem panels; é o protesto mais numeroso desde o início da crise.

Na Cuba, o Governo confirmou que as reservas de combustível se esgotaram definitivamente. O anúncio foi feito em Havana pelo ministro da Energia e Minas, Vicente de la O Levy, que pediu apoio externo diante da crise. A medida aponta para uma possível escassez severa no país.

O ministro explicou que já não há gasolina nem gasóleo disponíveis e que o país está aberto a fornecedores interessados. A situação surge após meses de bloqueio económico imposto pelos Estados Unidos, que limitou a entrada de combustíveis no arquipélago.

Desde dezembro que Cuba vive com reduzidas entregas de combustível. O México e a Venezuela deixaram de vender devido a avisos de tarifas norte‑americanos, enquanto apenas um cargueiro vindo da Rússia chegou ao território. O cenário agrava a crise energética local.

Protestos em Havana

Na noite de quarta-feira, centenas de cubanos saíram às ruas de Havana para protestar contra a falta de combustível. Estradas foram bloqueadas por montes de lixo incendiado, e houve sons de panelares para chamar a atenção das autoridades. O ato foi o maior desde o início da crise.

Rodolfo Alonso, funcionário público, contou à Reuters que participou na manifestação após o seu bairro ficar sem eletricidade durante mais de 40 horas. Segundo ele, a comunidade tem idosos acamados e teme pela alimentação que se deteriora com cortes de energia.

Impacto económico e social

Com o esgotamento das importações, Cuba pode contar apenas com reservas próprias de petróleo, gás natural e fontes renováveis, que não satisfazem as necessidades da população. O setor turístico encontra-se praticamente paralisado, com encerramento de hotéis e cancelamento de voos.

O bloqueio envolve uma estratégia de pressão dos Estados Unidos, que já indicou potenciais apoios financeiros condicionados a reformas no sistema. As Nações Unidas já denunciaram que o bloqueio compromete o direito do povo cubano ao desenvolvimento e aos serviços básicos.

A crise energética levanta preocupações sobre a continuidade de serviços essenciais, incluindo hospitais, transportes e segurança. A comunidade internacional mantém observação sobre possíveis desdobramentos políticos e humanitários no país.

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