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Pentágono diz que EUA gastaram 29 mil milhões na guerra contra o Irão

Pentágono eleva custo da guerra contra o Irão para 29 mil milhões de dólares, com críticas no Congresso sobre reservas, objetivos de Trump e produção de armas

O Secretário da Defesa, Pete Hegseth, depõe na audiência da subcomissão de Apropriações do Senado sobre o pedido de orçamento para o Departamento da Defesa. 12 de maio de 2026, Washington.
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  • O Pentágono informou que o custo da guerra contra o Irão subiu para 29 mil milhões de dólares (24,7 mil milhões de euros), cerca de 4 mil milhões a mais do que há duas semanas.
  • A maior parte do montante destinou‑se à substituição de munições e à reparação de equipamento, mas não inclui custos de reparação ou reconstrução de instalações militares na região.
  • O secretário da Defesa, Pete Hegseth, foi alvo de críticas no Congresso sobre o custo da guerra, a diminuição de reservas de armas e o objetivo da Administração Trump.
  • O Pentágono assegurou que não está esgotada a disponibilidade de munições e que a Administração trabalha para aumentar a produção de armamento.
  • As audiências também abordaram a potencial influência da guerra na prontidão militar, a relação com a NATO e as dúvidas sobre um possível plano de encerramento do conflito.

O Pentágono revelou que os EUA já gastaram 29 mil milhões de dólares na guerra contra o Irão, atualizando a estimativa de custos para 24,7 mil milhões de euros. O montante é superior em cerca de 4 mil milhões face a há duas semanas. A notícia chega num momento de controvérsia no Congresso quanto aos impactos orçamentais.

A atualização indica que grande parte do dinheiro foi aplicado na substituição de munições e na reparação de equipamentos. Segundo o controlador do Pentágono, Jay Hurst, não está incluído o custo de reparação ou reconstrução de instalações militares danificadas na região.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, enfrentou críticas de democratas e republicanos sobre os custos, os objetivos da Administração Trump e a redução das reservas de armas. Questionamentos também incidiam sobre o plano de escalonamento militar.

Hegseth recusou a ideia de que os stocks de armamento estejam exauridos, afirmando que tal caracterização é incorreta. Admitiu que a Administração está a trabalhar para aumentar a produção de armas.

Durante a audiência, o político republicano Ken Calvert questionou se a guerra com o Irão pode comprometer a prontidão a longo prazo dos EUA. O debate refletiu dúvidas internas no Partido Republicano sobre a estratégia.

Hegseth indicou que Washington tem um plano para escalar operações se necessário, sem detalhar. Também foram abordados recursos para 2027 e o impacto da guerra no financiamento militar.

A audiência de quatro horas contou com críticas aos recentes atritos com aliados. O senador Mitch McConnell sublinhou a importância da liderança da NATO e de manter relações com parceiros europeus.

O tema das tensões com aliados surgiu num contexto de deterioração das ligações entre os EUA, o Reino Unido, a Alemanha, a França e a Finlândia sobre apoio às ações no Estreito de Ormuz. A região continua sob tensão.

O Estreito de Ormuz, passagem crucial para o comércio global de petróleo, permanece sob pressão. A multipolaridade da segurança regional sustenta o debate sobre o papel dos EUA e da NATO na região.

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