- Nova técnica permite transformar a colisão de buracos negros em som, através da conversão das ondas gravitacionais em formas de onda audíveis.
- O método, designado como “calibração astrofísica”, é comparado a um software de afinação utilizado na música.
- As informações obtidas a partir das formas de onda fornecem dados sobre a fonte, incluindo massa, rotação, distância e localização.
- O primeiro sinal gravítico detetado surgiu de uma colisão entre dois buracos negros com massas entre sete e nove vezes a do Sol, a mais de mil milhões de anos-luz de distância.
- Os resultados foram publicados na revista Physical Review Letters e incluem explicações sobre como interpretar os sinais não audíveis.
Os cientistas desenvolveram uma técnica que transforma colisões de buracos negros em sons perceptíveis. O método, descrito como calibração astrofísica, funciona ao converter sinais de ondas gravitacionais numa forma de onda audível. A ideia aproxima-se de um software de afinação usado na música, segundo os autores.
Os resultados aparecem numa publicação da revista Physical Review Letters. A abordagem permite extrair informações das ondas gravitacionais, como massa, rotação, distância e localização das fontes. O objetivo é obter uma percepção mais direta dos fenómenos cósmicos.
O primeiro sinal estudado correspondeu à colisão de dois buracos negros com massas entre sete e nove vezes a massa solar. Esses objetos encontravam-se a mais de mil milhões de anos-luz da Terra, conforme as estimativas dos investigadores.
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