- Um homem foi enforcado no Irão nesta quarta-feira, segundo a agência oficial Mizan.
- Foi condenado por ligações aos serviços de informações israelitas, descrito como espião treinado pelo Mossad no Nepal.
- A execução ocorre no contexto da guerra no Médio Oriente iniciada por ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão a 28 de fevereiro, com aumento de detenções e execuções no país.
- Organizações de direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional, indicam que o Irão é o país que mais aplica a pena de morte depois da China.
- Na semana anterior, houve a divulgação de outras execuções no Irão, incluindo de um estudante de engenharia aeroespacial suspeito de espionagem e de um cidadão iraniano por atos considerados terroristas.
Um homem foi enforcado no Irão nesta quarta-feira, após ser condenado por ligações aos serviços de informações israelitas, anunciou a agência estatal Mizan. O condenado é Ehsan Afreshteh, descrito como espião treinado pelo Mossad no Nepal que terá vendido informações confidenciais a Israel.
A execução ocorre num contexto de aumento de detenções e de punições desde o início da guerra no Médio Oriente, que começou com um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, a 28 de Fevereiro, segundo a agência.
De acordo com a Mizan, Afreshteh foi executado por ter fornecido informações confidenciais a Israel. Organizações de direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional, referem que o Irão é um dos países que mais aplica a pena de morte, depois da China.
Contexto recente
Na segunda-feira, o Irão confirmou a execução de um estudante de engenharia aeroespacial suspeito de espionagem para serviços de informação israelitas e norte-americanos. A notícia foi divulgada pela imprensa oficial iraniana.
Na terça-feira, um cidadão iraniano foi executado por envolvimento em atos considerados terroristas pelo regime de Teerã. Os casos são apresentados pelo governo como ações de proteção da segurança nacional.
A evolução deste tema permanece sob escrutínio internacional, com organizações de defesa dos direitos humanos a monitorizar o impacto das execuções no Irão e a questionar os processos judiciais.
Entre na conversa da comunidade