- O ministro da Defesa, Nuno Melo, disse estar ainda a ponderar participar com embarcações na iniciativa liderada pela França e pelo Reino Unido para o Estreito de Ormuz, e mostrou-se contra a criação de um exército europeu.
- Melo defende reforçar o orçamento da defesa na NATO, com melhores condições para militares, modernização de infraestruturas e equipamentos.
- Em Bruxelas, durante a reunião de ministros da Defesa da União Europeia, a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, pediu mais produção e compras conjuntas na defesa europeia.
- A UE discute o mandato da operação naval EUNAVFOR ASPIDES (operação ASPIDES), com possibilidade de extender-se ao Estreito de Ormuz, e alguns Estados já se prontificaram a contribuir com mais navios.
- A reunião abordou também o apoio à Ucrânia e a situação no Médio Oriente; a ASPIDES atua no Mar Vermelho desde 2024 e teve o mandato prorrogado até fevereiro de 2027.
O ministro da Defesa de Portugal, Nuno Melo, afirmou hoje em Bruxelas que ainda está a ponderar a participação com meios navais na iniciativa liderada por França e Reino Unido para o Estreito de Ormuz. O responsável adiantou que é contra a criação de um exército europeu, defendendo o reforço do orçamento da defesa na NATO.
Durante a reunião dos ministros da Defesa da União Europeia, a chefe da diplomacia, Kaja Kallas, pediu maior rapidez na produção de defesa europeia e incentivou compras conjuntas para melhorar a interoperabilidade entre os Estados-Membros. A falar à imprensa, Kallas destacou a necessidade de adaptar projetos conjuntos aos sistemas dos fabricantes nacionais.
A agenda do encontro incluiu ainda o mandato da operação naval da UE, EUNAVFOR ASPIDES, e o possível alargamento da atuação ao Estreito de Ormuz. Nuno Melo reiterou que ainda não foram tomadas decisões sobre envio de navios portugueses, sublinhando a importância de obter dados completos antes de decidir.
Kallas explicou que as negociações sobre Aspides continuam e que há disponibilidade de ampliar a operação para o Estreito de Ormuz, acrescentando que o plano operativo tem de ser ajustado para incluir este ponto, sem alterar o objetivo atual da missão.
Em Bruxelas, vários Estados-Membros mostraram disponibilidade para contribuir com mais navios, considerada pela presidente da UE como a forma mais prática de avançar. A decisão final sobre o envolvimento de Portugal deverá depender da análise de informações obtidas nas reuniões seguintes.
Aspides e Ormuz
O fórum discutiu o desempenho de Aspides nas operações no Mar Vermelho e a necessidade de ampliar o raio de atuação para cobrir o Estreito de Ormuz. A decisão sobre o aumento de recursos será retomada na próxima rodada de contactos entre os ministros.
Financiamento e indústria de defesa
Foi também abordado o tema da produção europeia de defesa, com Kallas a destacar que os Estados-Membros dispõem de financiamento, mas a indústria não está a aumentar a produção de forma suficiente. A prioridade é impulsionar projetos e compras conjuntas para melhorar a capacidade europeia.
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