- O ministro irlandês dos Assuntos Europeus e da Defesa, Thomas Byrne, disse que a União Europeia deve intensificar pressão sobre a Rússia por sanções, apoio militar e diplomacia para ajudar a Ucrânia.
- A Irlanda assumirá a presidência rotativa do Conselho da União Europeia em julho, colocando Dublin no centro das negociações sobre a guerra na Ucrânia.
- Os funcionários da UE preparam o 21º pacote de sanções contra a Rússia, numa altura em que persiste o debate sobre a eficácia dessas medidas.
- Byrne afirmou que a Irlanda apoiaria contactos diplomáticos com Moscovo se contribuíssem para pôr fim à guerra, sem indicar um enviado especial.
- O ministro também saudou a mudança de posição da Hungria sobre sanções a colonos israelitas na Cisjordânia, ressaltando que isso pode impactar o processo de adesão da Ucrânia à UE.
O ministro irlandês dos Assuntos Europeus e da Defesa, Thomas Byrne, afirmou que a Ucrânia continua a ser uma prioridade na agenda europeia. Em Bruxelas, os ministros da Defesa da UE reúnem-se para debater a invasão russa e o impacto na região.
Byrne explicou que a ajuda à Ucrânia pode passar por várias vias, desde apoio militar e sanções, até avanços diplomáticos e conversações de paz. A Irlanda deverá assumir a presidência rotativa do Conselho da UE em julho, o que a colocará no centro das negociações.
A UE prepara o 21º pacote de sanções contra a Rússia, num contexto de debate entre Estados‑Membros sobre a eficácia das medidas. Byrne reconheceu que as sanções tiveram impacto económico, mas insistiu na necessidade de manter a pressão.
O ministro mencionou ainda a possibilidade de facilitar contactos diplomáticos com Moscovo se contribuírem para terminar o conflito, sem indicar detalhes sobre um possível enviado especial.
Byrne destacou um avanço recente em Bruxelas relativo às sanções contra colonos israelitas acusados de violência na Cisjordânia. A mudança de posição da Hungria permitiu alcançar consenso na UE sobre o tema.
Relativamente à adesão da Ucrânia, Byrne afirmou que a Hungria bloqueou até agora o início das conversações, e que seria desejável que essa posição mudasse. O comentário visa acelerar o processo de adesão europeu.
Sobre a participação da Irlanda no Festival Eurovisão, Byrne explicou que a decisão foi tomada pela RTÉ de forma independente, reforçando a separação entre governação e media.
Entre na conversa da comunidade