- A União Europeia aprovou sanções contra colonos israelitas na Cisjordânia, incluindo congelamento de bens e proibição de viagem, com alvo também nos membros do Hamas.
- O acordo contou com o apoio do novo governo da Hungria, após meses de impasse político.
- As medidas são justificadas pela violência contra palestinianos e pela expansão dos colonatos, considerados ilegais segundo o direito internacional.
- Além dos colonos, a UE pode ainda ponderar proibições ou direitos aduaneiros sobre produtos originários dos colonatos, mas necessita de consenso entre os estados-membros.
- A decisão surge numa sequência de sanções anteriores a indivíduos e entidades ligados a violações de direitos humanos na Cisjordânia e num contexto de tensões na região.
A União Europeia aprovou sanções dirigidas a colonos israelitas por violência contra palestinianos na Cisjordânia. A medida ocorreu na sequência de críticas internacionais sobre a expansão dos colonatos e da escalada de violência nos territórios ocupados. O apoio ao pacote veio do novo governo húngaro, após meses de impasse político.
A decisão foi anunciada por a chefe da diplomacia da UE, numa conferência em Bruxelas, depois de reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros. As sanções incluem congelamento de bens e restrições de viagem, com extensão a membros do Hamas, designado como organização terrorista pela UE.
As sanções visam colonos violentos e entidades associadas, num contexto de descrições de violação de direitos humanos na região. A UE já havia imposto medidas semelhantes em 2024 a indivíduos e entidades pela violência contra palestinianos na Cisjordânia.
A decisão surge num momento em que o uso de força e a expansão dos colonatos são tidos como problemáticos por serviços de Direitos Humanos da ONU. O porta-voz das Nações Unidas sobre Direitos Humanos tem reiterado preocupações sobre a legalidade das ações israelitas na Cisjordânia.
O histórico de perda de apoio de Orbán complicou o caminho para novas sanções, mas o governo húngaro sob Péter Magyar indicou apoio a pacotes com amplo apoio. Vários países tinham pressionado a UE para ações mais duras contra Israel.
Entre as opções em análise pela UE estão a proibição de comércio de produtos provenientes dos colonatos e a imposição de direitos aduaneiros sobre importações, visando tornar esse comércio menos viável. Estas propostas dependem de consenso entre Estados-membros.
O debate público também envolve o impacto sobre acordos com Israel. Países como Espanha, Irlanda e Eslovénia defenderam suspender o acordo de associação ou sancionar ministros, mas a maioria qualificada ou unanimidade têm sido obstáculos.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel descreveu as sanções como arbitrárias, ao tentar atingir cidadãos e entidades israelitas com base em perspetivas políticas. O governo israelita sustenta o direito de judeus viverem na sua pátria histórica.
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