Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

UE aprova sanções contra colonos israelitas após apoio da Hungria

A UE aprovou sanções contra colonos israelitas, com congelamento de bens e proibição de viagem, incluindo membros do Hamas, após apoio húngaro

Estudantes palestinianos caminham para a escola ao longo de uma vedação que separa a sua aldeia do colonato israelita de Carmel, que os obriga a seguir um caminho alternativo quase duas vezes
0:00
Carregando...
0:00
  • A União Europeia aprovou sanções contra colonos israelitas na Cisjordânia, incluindo congelamento de bens e proibição de viagem, com alvo também nos membros do Hamas.
  • O acordo contou com o apoio do novo governo da Hungria, após meses de impasse político.
  • As medidas são justificadas pela violência contra palestinianos e pela expansão dos colonatos, considerados ilegais segundo o direito internacional.
  • Além dos colonos, a UE pode ainda ponderar proibições ou direitos aduaneiros sobre produtos originários dos colonatos, mas necessita de consenso entre os estados-membros.
  • A decisão surge numa sequência de sanções anteriores a indivíduos e entidades ligados a violações de direitos humanos na Cisjordânia e num contexto de tensões na região.

A União Europeia aprovou sanções dirigidas a colonos israelitas por violência contra palestinianos na Cisjordânia. A medida ocorreu na sequência de críticas internacionais sobre a expansão dos colonatos e da escalada de violência nos territórios ocupados. O apoio ao pacote veio do novo governo húngaro, após meses de impasse político.

A decisão foi anunciada por a chefe da diplomacia da UE, numa conferência em Bruxelas, depois de reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros. As sanções incluem congelamento de bens e restrições de viagem, com extensão a membros do Hamas, designado como organização terrorista pela UE.

As sanções visam colonos violentos e entidades associadas, num contexto de descrições de violação de direitos humanos na região. A UE já havia imposto medidas semelhantes em 2024 a indivíduos e entidades pela violência contra palestinianos na Cisjordânia.

A decisão surge num momento em que o uso de força e a expansão dos colonatos são tidos como problemáticos por serviços de Direitos Humanos da ONU. O porta-voz das Nações Unidas sobre Direitos Humanos tem reiterado preocupações sobre a legalidade das ações israelitas na Cisjordânia.

O histórico de perda de apoio de Orbán complicou o caminho para novas sanções, mas o governo húngaro sob Péter Magyar indicou apoio a pacotes com amplo apoio. Vários países tinham pressionado a UE para ações mais duras contra Israel.

Entre as opções em análise pela UE estão a proibição de comércio de produtos provenientes dos colonatos e a imposição de direitos aduaneiros sobre importações, visando tornar esse comércio menos viável. Estas propostas dependem de consenso entre Estados-membros.

O debate público também envolve o impacto sobre acordos com Israel. Países como Espanha, Irlanda e Eslovénia defenderam suspender o acordo de associação ou sancionar ministros, mas a maioria qualificada ou unanimidade têm sido obstáculos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel descreveu as sanções como arbitrárias, ao tentar atingir cidadãos e entidades israelitas com base em perspetivas políticas. O governo israelita sustenta o direito de judeus viverem na sua pátria histórica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais