- O ministro dos Negócios Estrangeiros da Macedónia do Norte, Timcho Mucunski, afirmou que a NATO está mais forte sob a presidência de Donald Trump, destacando a cimeira de Haia e o compromisso de aumentar a despesa em defesa para 5% do PIB até 2035.
- Mucunski disse que, apesar de divergências entre Estados-membros, a liderança dos EUA tornou a aliança mais robusta do que nunca, considerando a ameaça russa e riscos no Indo-Pacífico e no Médio Oriente.
- Os membros da NATO vão reunir-se novamente em julho, em Ancara, para avaliar o que foi alcançado no último ano.
- A Macedónia do Norte sustenta a adesão à União Europeia como caminho de estabilidade, apontando a Bulgária como principal obstáculo, que exige reconhecimentos constitucionais.
- O ministro ressalta que a região enfrenta influência da Rússia e da China e que o país permanece pró-ocidente, mesmo com o atraso na adesão à UE; uma sondagem de janeiro de 2026 indica cerca de 70% de apoio à adesão.
A Macedónia do Norte afirma que a NATO está mais forte do que nunca, graças à “liderança dos EUA” na atual presidência. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Timcho Mucunski, declarou à Euronews que a aliança mantém um impulso decisivo, sobretudo após a cimeira de Haia.
Segundo o chefe da diplomacia, a reunião de Haia consolidou o compromisso dos membros com um aumento da despesa em defesa para 5% do PIB até 2035. A seriousness do objetivo é justificada pela ameaça russa na Ucrânia e por desafios no Indo-Pacífico e no Médio Oriente, afirma Mucunski.
Mucunski enfatiza que, apesar de divergências entre Estados‑membros, a NATO passa por um momento de maior coesão desde Haia, quando os aliados assumiram responsabilidades claras. O ministro realça que os Estados Unidos deram um sinal forte de alerta à aliança.
O ministro reforça que a Macedónia do Norte vê a adesão à NATO, em 2020, como positiva para a sua estabilidade regional. A associação é apresentada como a base para uma segurança coletiva mais robusta, com a mensagem de que o bloco continua a ser a principal estrutura de defesa.
Próxima reunião da NATO está marcada para julho, em Ancara, onde há expectativa de balanço sobre o último ano. Mucunski adianta que os benefícios da liderança norte‑americana serão avaliados nesse encontro, com foco no progresso comum.
Enquanto isso, o panorama europeu sobre a relação com a NATO varia entre capitais. A posição de Trump tem gerado tensões com aliados, incluindo críticas a níveis de despesa e ao papel da aliança no equilíbrio geopolítico. A função de cada país na cooperação é revista periodicamente.
A Macedónia do Norte vê a relação com a União Europeia como o próximo eixo estratégico. O país candidata‑se desde 2004, sendo um dos primeiros dos Balcãs Ocidentais a fazê-lo, mas enfrenta obstáculos significativos.
O principal entrave é a Bulgária, que exige alterações constitucionais para reconhecer a identidade e a língua da Macedónia do Norte. Sófia sustenta que o país deve cumprir as condições acordadas antes de avançar para negociações formais de adesão.
Mucunski aponta que a influência externa maligna, sobretudo da Rússia e da China, cresce perante a frustração de progressos na UE. O ministro afirma que o país permanece firme no eixo ocidental, defendendo valores europeus na prática.
No final de janeiro de 2026, uma sondagem do Institutot para a Democracia Societas Civilis apontou que cerca de 70% dos cidadãos apoiariam a adesão à UE. A direção do país pretende manter o foco no diálogo com os Estados‑Membros para desbloquear a porta europeia.
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