- A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, excluiu na segunda-feira a hipótese de Schröder ser mediador em negociações entre Ucrânia e Rússia.
- Vladimir Putin propôs Schröder como mediador europeu, dizendo que o conflito caminhava para o fim.
- Kallas afirmou que nomear Schröder não seria sensato e que ele tem sido “lobista de alto nível” para empresas estatais russas.
- Schröder mantém laços estreitos com Putin, tendo integrado o Conselho de Administração da Rosneft até 2022 e trabalhado com Nord Stream AG e Gazprom.
- A Ucrânia disse que não apoia Schröder; a reação na Europa foi mista, e um porta-voz do SPD pediu avaliação cuidadosa com parceiros europeus.
Na segunda-feira, Kaja Kallas, chefe da política externa da UE, afastou a hipótese de nomear o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder como mediador em conversações entre Ucrânia e Rússia. A responsável afirmou que ele estaria “em ambos os lados da mesa”.
A proposta de Vladimir Putin, apresentada no fim de semana, levantou críticas dentro da UE. Kallas declarou que ceder o direito a nomear um mediador seria pouco sensato. Também argumentou que Schröder tem sido um apoio próximo de empresas estatais russas.
Schröder mantém fortes ligações com Moscovo desde que deixou o cargo. Foi membro do Conselho de Administração da Rosneft até 2022 e teve funções em entidades ligadas à energia estatal, como Nord Stream AG e Gazprom.
Reações e desdobramentos
O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, afirmou que Kiev não apoia Schröder como mediador. A posição foi comunicada durante declarações feitas nesta semana.
No debate europeu, o porta-voz do SPD no Bundestag, Adis Ahmetović, disse que a proposta merece análise cuidadosa em conjunto com parceiros. A posição gerou reação mista entre os aliados na Europa.
Entre na conversa da comunidade