- Putin disse acreditar que a guerra na Ucrânia está a chegar ao fim e mostrou-se disponível para encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, se houver acordo de paz definitivo.
- O encontro poderia ocorrer num país terceiro, desde que exista um acordo de paz com perspetiva de longo prazo.
- Sobre negociações com a Europa, Putin disse que, pessoalmente, prefere falar com Gerhard Schröder.
- O Desfile do Dia da Vitória realizou-se pela primeira vez em quase duas décadas sem veículos militares pesados.
- Entre 24 de fevereiro de 2022 e o final de 2025, estima-se que cerca de 350 mil militares russos tenham morrido; cerca de 140 mil ucranianos; civis ucranianos já morreram mais de 15.500. A guerra também isolou diplomaticamente a Rússia e fragilizou a sua economia; o objetivo de tomar todo o Donbass ainda não foi alcançado.
Vladimir Putin afirmou neste sábado que a guerra na Ucrânia começa a aproximar-se do fim, expressando disponibilidade para um encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. A declaração ocorreu no Kremlin, após o desfile do Dia da Vitória. A ideia é encontrar um acordo de paz com uma perspetiva a longo prazo.
Putin disse estar aberto a reunir-se com Zelensky apenas se já houver um acordo de paz definitivo em cima da mesa. A hipótese de uma reunião num país neutro foi mencionada, desde que se desenhe um tratado duradouro. O jornalista questionou também se haveria negociação com líderes europeus.
Questionado sobre negociações com europeus, o presidente russo revelou preferência por conversar com Gerhard Schröder, antigo chanceler alemão. A notícia foi avançada pela agência russa TASS, citando Putin durante a conversa com a imprensa.
Contexto e desdobramentos
O desfile do Dia da Vitória, que se realizou sem o habitual desfile de veículos militares, ocorreu pela primeira vez em quase duas décadas. O feriado relembra a vitória soviética sobre a Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial.
Desde 24 de fevereiro de 2022, a guerra na Ucrânia é apontada como o conflito mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra. Organizações independentes estimam centenas de milhares de mortos entre militares russos e ucranianos.
Entre civis, as Nações Unidas registam já mais de 15 mil mortes na Ucrânia. As estimativas de baixas militares russas variam conforme a fonte, mas apontam para números elevados também entre as forças russas. O impacto humano persiste no terreno.
A guerra fragilizou a economia russa e levou o país a um isolamento diplomático relevante desde o fim da Guerra Fria. Apesar do investimento, Moscovo não atingiu o objetivo de controlar integralmente a região do Donbass.
Na última semana, o Kremlin afirmou apoiar que os governos europeus avancem com as negociações de paz, salientando que o corte de relações foi impulsionado por decisões de Bruxelas e outros capitais em resposta à invasão.
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