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Hungria devolve bens apreendidos a bancários ucranianos, diz Zelensky

Hungria devolve dinheiro e ouro apreendidos a trabalhadores do Oschadbank; Zelensky vê o gesto como passo importante nas relações com Budapeste

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, fala com os meios de comunicação social à chegada a uma reunião da Comunidade Política Europeia em Erevan, 4 de maio de 2026
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  • A Hungria devolveu o dinheiro e o ouro apreendidos aos trabalhadores do Oschadbank, banco estatal ucraniano, em março.
  • A apreensão ocorreu durante uma operação junto a Budapeste, que envolveu 40 milhões de dólares, 35 milhões de euros e 9 quilos de ouro; sete cidadãos ucranianos foram expulsos no dia seguinte.
  • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse que foi um passo importante e agradeceu a Hungria pela abordagem construtiva.
  • O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia acusou rapto e terrorismo de Estado; o ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros alegou possíveis ligações a atividades criminosas.
  • A situação surge num contexto em que a União Europeia aprovou, em separado, um empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia, após a Hungria ter levantado o veto.

O Oschadbank, banco estatal ucraniano, viu ser devolvida pela Hungria a soma de dinheiro e ouro apreendidos em março junto de funcionários do banco. O anúncio foi feito porVolodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia, que descreveu o ato como um passo importante nas relações entre os dois países.

Advogados que representam o Oschadbank na Hungria confirmaram à Euronews a exigência de devolução imediata dos ativos confiscados pelas autoridades húngaras. O incidente envolveu a apreensão de 40 milhões de dólares, 35 milhões de euros e 9 kg de ouro junto de um grupo de transporte de fundos próximo de Budapeste.

Repercussões diplomáticas e antecedentes

No dia seguinte à apreensão, a Hungria expulsou sete cidadãos ucranianos que acompanhavam o transporte e abriu um inquérito por suspeita de branqueamento de capitais. O escritório Horváth Lawyers, que representa o Oschadbank, indicou que os veículos ucranianos transferiam fundos entre o Raiffeisen Bank da Áustria e a sede do Oschadbank em Kiev.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia acusou a Hungria de rapto e terrorismo de Estado, enquanto o homólogo húngaro sugeriu que os fundos poderiam estar ligados a atividades criminosas. O primeiro-ministro cessante da Hungria ordenou a guarda dos ativos por até 60 dias, no âmbito de uma investigação de branqueamento de capitais.

Contexto político e desfecho recente

O novo chefe do governo húngaro, Péter Magyar, manifestou disposição para encontrar Zelenskyy e abrir um novo capítulo nas relações bilaterais, além de tratar de direitos das minorias húngaras na Ucrânia. Paralelamente, a União Europeia aprovou, após o levantamento do veto húngaro, um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, encerrando um impasse de dois meses.

A ocasião coincidiu com notícias sobre o restabelecimento do oleoduto Druzhba, que transporta petróleo russo para Hungria e Eslováquia, após reparos concluídos, sugerindo um retorno gradual de fluxos energéticos entre os dois países.

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