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Fóssil de nova planta de 300 milhões de anos é identificado em Portugal

Nova espécie de feto extinto, Cyathocarpus felicianoi, com 303 milhões de anos, identificada a partir de acervo histórico dos Serviços Geológicos de Portugal

O fóssil que serviu de referência para descrever a *Cyathocarpus felicianoi* como uma espécie de planta nova para a ciência
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  • Foi identificada uma nova espécie de feto extinto do Paleozóico Superior, designada Cyathocarpus felicianoi, com cerca de 303 milhões de anos.
  • O exemplar holótipo foi descrito com base numa investigação de Carlos Teixeira na década de quarenta, a partir de uma coleção paleobotânica dos Serviços Geológicos de Portugal.
  • A planta fossilizada foi recolhida durante campanhas de sondagem nas áreas de São Pedro da Cova e Midões, na década de 1930, no âmbito da avaliação de recursos de carvão da Bacia Carbonífera do Douro.
  • O material está atualmente guardado na colecção Carlos Teixeira, depositada no Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).
  • O artigo científico foi publicado na revista Review of Palaeobotany and Palynology, com Pedro Correia (UTAD) como primeiro autor, e envolve colaboradores de instituições portuguesas e checas.

Foi identificada em Portugal uma nova espécie de planta primitiva com 303 milhões de anos, descoberta no acervo histórico dos Serviços Geológicos de Portugal e hoje estudada pela UTAD. O estudo foi publicado na revista Review of Palaeobotany and Palynology.

A planta fossilizada, Cyathocarpus felicianoi, é um feto extinto do Paleozóico Superior. Os fósseis remontam a recolhas de exploração mineira nas regiões de São Pedro da Cova e Midões, na década de 1930, ligadas à avaliação de recursos da Bacia Carbonífera do Douro.

O acervo, que já foi transferido para o Laboratório Nacional de Energia e Geologia, recebeu o nome Colecção Carlos Teixeira em homenagem ao geólogo Carlos Teixeira. O estudo envolveu Pedro Correia (UTAD) como autor principal, com Zbynek Simunek e Zélia Pereira, do LNEG.

Contexto e impacto científico

As peças analisadas mostram a diversidade de fetos da ordem Marattiales no final do Carbónico. A investigação sublinha a importância de coleções históricas para o avanço da paleobotânica em Portugal e internacionalmente.

A designação da nova espécie celebra José Feliciano, geólogo do LNEG, instituição que gere hoje o acervo. O trabalho destaca ainda o papel de campanhas de sondagem antigas na descoberta de novas espécies.

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