- Os EUA vão suspender temporariamente a sua missão de escoltar navios comerciais através do Estreito de Ormuz, decisão anunciada por Donald Trump para tentar avançar em negociações de paz com o Irão.
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- Trump disse que a decisão seguiu um pedido do Paquistão e de outros países, mas que o bloqueio aos portos iranianos permanece em vigor.
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- O anúncio sucede aos confrontos no estreito, às promessas de resposta dos EUA a novos ataques e ao avanço de negociações sobre o programa nuclear iraniano.
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- O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, encontra-se na China para contactos com Wang Yi, em meio a pressão de Washington e à procura de apoiar o Irão com compradores de petróleo.
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- O Irão afirmou estar aberto ao diálogo, enquanto os EUA apelam a uma resolução rápida das hostilidades no Médio Oriente; ambos os lados mantêm a tensão na zona e o comércio global permanece afetado.
Os Estados Unidos vão suspender a missão de escolta de navios comerciais através do Estreito de Ormuz. A decisão foi anunciada pelo presidente Donald Trump, após o início da operação no dia anterior, para permitir negociações com o Irão.
A medida surge num momento de tensão entre Washington e Teerão, com incidentes militares no estreito e ataques a navios na região. O objetivo é avaliar se há possibilidade de acordo de paz com o Irão, mantendo a pressão diplomática.
Trump indicou que a suspensão decorre de um pedido de Paquistão e de outros países, mantendo, no entanto, o bloqueio aos portos iranianos em vigor. A decisão foi anunciada após o secretário de Estado mencionar conclusão de ações ofensivas dos EUA.
Diplomacia e contexto regional
Enquanto isso, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, está em Pequim para reuniões com o homólogo chinês, Wang Yi. A China é um cliente importante de petróleo iraniano, desafiando sanções internacionais.
Wang Yi pediu o fim das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz o mais rápido possível. A viagem de Araghchi ocorre dias antes de a Presidência dos EUA planear encontro com Xi Jinping.
Dados recentes e desdobramentos
Na região, houve relatos de ataques a navios no estreito, com uma companhia de navegação francesa a confirmar um ataque a um navio com pavilhão maltês. Feridos foram encaminhados para tratamento.
O Irão, por seu lado, advertiu que continuará a defender seus interesses. O Pentágono reiterou que não procurava confronto, mas que responderia a qualquer agressão de forma contundente.
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