- Os EUA dizem estar perto de um acordo preliminar com o Irão para pôr fim ao conflito, num documento de 14 pontos.
- A Casa Branca espera resposta iraniana em 48 horas; é visto como o ponto mais próximo de um entendimento desde o ataque de fevereiro.
- Entre os pontos, está uma pausa no enriquecimento de urânio por mais de dez anos, o levantamento de sanções, o desbloqueio de fundos e o levantamento gradual do bloqueio do estreito de Ormuz.
- O Irão compromete-se a abdicar de armas nucleares; pode haver uma cláusula para não operar instalações nucleares subterrâneas; alguns pontos dependem de um acordo final.
- As negociações estão previstas para 30 dias em Islamabad ou Genebra, com risco de recomeçar o conflito se não houver entendimento; o Irão criou a Autoridade do Golfo do Estreito Pérsico para gerir o tráfego em Ormuz.
O governo dos EUA acredita estar perto de um acordo preliminar com o Irão para pôr fim ao conflito, com um documento de 14 pontos que poderá servir de base para um cessar-fogo permanente. A leitura é feita com base em informações do Axios, que cita quatro fontes ligadas ao processo.
A Casa Branca aguarda uma resposta iraniana num prazo de 48 horas, o momento mais próximo de entendimento desde o ataque conjunto dos EUA e de Israel ao Irão no final de fevereiro. No entanto, há divergências internas sobre a possibilidade de chegar a um acordo definitivo.
Entre os pontos do memorando, consta uma pausa no enriquecimento de urânio por mais de dez anos, sem data exata, o levantamento de sanções e o desbloqueio gradual de fundos iranianos. Também se propõe o levantamento progressivo do bloqueio do estreito de Ormuz.
No quadro atual, o Irão compromete-se a abdicar de armas nucleares. Segundo um responsável norte-americano, discute‑se ainda uma cláusula que garanta a não operação de instalações nucleares subterrâneas. Alguns pontos continuam pendentes até a assinatura de um acordo final abrangente.
O documento está a ser negociado nos EUA por Jared Kushner, genro do ex-presidente Trump, e Steve Witkoff, enviado especial ao Médio Oriente, com um período de 30 dias de negociações em Islamabad ou Genebra, arriscando um recomeço do conflito se falhar o entendimento final.
Este otimismo contrasta com um recuo de Trump na última noite, ao suspender a escolta de navios pelo estreito, decisão interpretada como resultado do bom ritmo das negociações mediadas pelo Paquistão. O estreito permanece bloqueado.
Paralelamente, o Irão criou uma entidade para gerir o tráfego no estreito de Ormuz, chamado Autoridade do Golfo do Estreito Pérsico (PGSA). A agência vai coordenar a passagem de navios que atravessam Ormuz, segundo a imprensa estatal Press TV, que indica a necessidade de autorização prévia de trânsito. Este canal destaca que Ormuz era responsável por 20% do petróleo mundial.
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