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Coreia do Norte retira referências à unificação com o Sul, diz Seul

Coreia do Norte retira da Constituição a promessa de reunificação com o Sul, sinalizando tom mais hostil e redefinindo fronteiras do país

Uma bandeira norte-coreana é hasteada durante a parada militar que assinala o 80.º aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores, no poder, em Pyongyang, a 10 de outubro de 2025
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  • A Coreia do Norte retirou da Constituição referências à reunificação com o Sul, conforme documento visto pela AFP.
  • A atualização foi apresentada numa conferência do Ministério da Unificação da Coreia do Sul e já não inclui a cláusula de “realizar a unificação da pátria”.
  • Em março, o líder Kim Jong Un chamou Seul de “Estado mais hostil”, fortalecendo o tom agressivo contra o Sul.
  • A versão revista da Constituição delimita o território norte-coreano, incluindo a área fronteiriça com a China e a Rússia a norte e a Coreia do Sul a sul.
  • O Norte tem aprofundado laços com a China e com a Rússia, incluindo cooperação económica e militar, com sinais de recuperação da economia norte-coreana, segundo o Ministério da Unificação.

O Coreia do Norte retirou da Constituição todas as referências à reunificação com o Sul. A confirmação veio via um documento visto pela AFP. A redação foi apresentada numa conferência de imprensa no Ministério da Unificação da Coreia do Sul.

A mudança ocorre num contexto de endurecimento da relação com Seul. Em março, o líder North Korean Kim Jong Un classificou o Sul como o Estado mais hostil. A nova versão da Constituição, introduzida em março, também delimita o território norte-coreano.

Mudança de território e tom

O texto reformulado passa a mencionar a área que faz fronteira com a China e a Rússia a norte, e a República da Coreia a sul, incluindo a fronteira com o Sul. A Coreia do Norte afirma que não admite infrações no seu território.

Lee Jae-myung, presidente da Coreia do Sul, pediu negociações sem condições. O objetivo é promover a paz, mas Pyongyang manteve a postura crítica em relação a Seul. Aromatizada pela retórica norte-coreana, a linha não recebeu resposta de Pyongyang.

Contexto estratégico e económico

Kim Jong Un prometeu reforçar as capacidades nucleares, com quatro testes de mísseis em abril, o maior número num mês em mais de dois anos. O Ministério da Unificação sul-coreano indicou sinais de recuperação económica na Coreia do Norte, com aproximação de Rússia e China.

A China continua a ser o principal apoio económico do Norte, enquanto Pyongyang aproxima-se de Moscovo desde o início da invasão da Ucrânia em 2022. Em 2024, a Coreia do Norte e a Rússia assinaram um tratado de defesa, com envio de tropas russas ao território norte-coreano para apoiar operações na região de Kursk.

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