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Dois portugueses detidos na Venezuela sob alegações de condições desumanas

Dois portugueses detidos em El Rodeo I permanecem em condições desumanas; ONG pede diplomacia ativa para assegurar libertação e proteção dos seus direitos.

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  • O Comité Pela Libertação dos Presos Políticos (ClippVe) denunciou que dois portugueses estão presos em El Rodeo I em condições desumanas, com restrições de alimentação, medicação e hidratação, sem direito a telefonemas.
  • A ONG pediu ações diplomáticas ativas e firmes para libertar os detidos, afirmando que o regime venezuelano tenta impor uma narrativa de reconciliação enquanto tortura presos políticos.
  • Segundo Andreína Baduel, porta-voz do ClippVe, em abril mais de duas dezenas de estrangeiros protestaram, e as autoridades teriam respondido com tortura.
  • O ClippVe apelou à comunidade internacional para exercer pressão diplomática e pediu cooperação entre países com presos na Venezuela, incluindo uma colaboração com a União Europeia.
  • Dados da organização Justiça, Encontro e Perdão apontam para setecentos e sessenta e sete presos políticos na Venezuela, entre os quais cinco são portugueses.

Dois portugueses estariam detidos em El Rodeo I, na Venezuela, em condições descriminadas como desumanas pela ONG ClippVe. A denúncia alerta para restrições graves, com chamada de atenção para a necessidade de ações diplomáticas ativas.

A delegação da ClippVe, acompanhada de familiares, protestou junto da Provedoria de Justiça em Caracas. A organização aponta para falta de cuidados médicos, restrições de alimentação, hidratação e de contacto com familiares. A identidade dos detidos não foi divulgada.

Andreína Baduel, porta-voz da ClippVe, descreveu celas de dimensões reduzidas e condições que se assemelham às de outros presos políticos. Em abril, estrangeiros na mesma cadeia teriam protestado por visitas consulares, sem resposta adequada das autoridades.

Apelos internacionais e contexto

Baduelinstou na importância da participação da comunidade internacional para pressionar o regime. O objetivo é salvar vidas de cidadãos estrangeiros e apoiar igualmente os venezuelanos, sem caminho para negociações que substituam garantias legais.

A ativista recordou que há seis anos um irmão seu ficou detido, tendo sido vítima de abusos e de falta de justiça. A ClippVe afirma já registar mais de 40 presos políticos em estado crítico, incluindo casos de tortura.

Relatos de familiares também indicam que se pedem visitas de organizações independentes, como a Cruz Vermelha, para confirmar as condições dentro dos centros prisionais. A imprensa tem recebido pouco acesso às informações oficiais.

Dados atualizados indicam que na Venezuela existem 667 presos políticos, entre os quais cinco são portugueses. A situação humanitária no país permanece crítica, com relatos de violações de direitos humanos.

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