- Os 29 países europeus da NATO gastaram 559 mil milhões de dólares em defesa em 2025, o maior aumento desde os anos 50.
- 22 deles gastaram pelo menos 2% do PIB; a Alemanha foi o maior gasto, com 114 mil milhões de dólares e um subida de 24% em relação a 2024, ultrapassando pela primeira vez o limiar nos últimos 35 anos.
- Espanha também ficou acima de 2% do PIB, com 40,2 mil milhões de dólares; Reino Unido caiu 2% para 89 milhões de dólares; França aumentou 1,5% para 68 milhões de dólares.
- O estudo do Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo (SIPRI) indica que o aumento reflete a procura de autossuficiência europeia e a pressão dos EUA para reforçar a divisão de encargos na aliança.
- Portugal atingiu 2% do PIB em defesa este ano, tendo sido um dos países que mais aumentou o investimento, após crescer 1,58% em 2024.
Os 29 países europeus da NATO gastaram 559 mil milhões de dólares em defesa no ano passado, 2025, ultrapassando pela primeira vez, nos últimos 35 anos, o limiar de 2% do PIB. O dado consta do relatório do SIPRI.
Do total, 22 nações investiram pelo menos 2% do PIB em defesa, segundo a análise. A Alemanha destacou-se, com 114 mil milhões de dólares, crescimento de 24% face a 2024, e ultrapassou pela primeira vez o teto de 2%.
A Espanha também excedeu 2% do PIB pela primeira vez desde 1994, com o gasto a chegar a 40,2 mil milhões de dólares. O Reino Unido registou uma descida de 2% para 89 mil milhões, enquanto a França aumentou 1,5% para 68 mil milhões de dólares.
As consultoras referem que o aumento intenso de 2025 reflete a procura por autossuficiência europeia, aliada a pressões dos EUA para reforçar a partilha de encargos. Perigos de menor transparência entre despesas militares e outras relacionadas à defesa foram apontados como risco.
Contexto e implicações
Portugal atingiu 2% do PIB em defesa, segundo o Relatório Anual da NATO, com um crescimento acima de 30% face a 2024. O Governo indicou que o país subiu de 1,58% para 2% no último ano, fortalecendo o peso do orçamento de defesa.
Espanha e o contexto político
O Presidente dos EUA criticou a Espanha por não permitir uso de bases para ações ofensivas contra o Irão, integrado no quadro do conflito regional. A posição espanhola surge num momento de tensões entre aliados sobre estratégias de intervenção.
Documento interno do Pentágono
Um email interno do Pentágono, do qual a Reuters teve acesso, enumera países da NATO que recusaram facilitar acesso a bases e espaço aéreo. O documento também menciona possíveis penalizações associadas a esas recusas.
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