- O Governo cubano afirmou que não se deixa intimidar, com as celebrações do 1.º de Maio a servirem de demonstração de apoio à Revolução.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, classificou as palavras de Donald Trump sobre tomar Cuba “quase de imediato” como nova ameaça de agressão militar.
- A administração dos EUA endureceu sanções a Cuba, mirando setores centrais como energia, defesa, mineração e serviços financeiros, com ativos bloqueados no país.
- O secretário de Estado norte‑americano, Marco Rubio, acusou Cuba de permitir serviços de informações de adversários e disse que a administração Trump não tolerará a situação.
- O Senado dos EUA rejeitou uma proposta democrata de limitar operações militares que Trump possa ordenar contra Havana, num contexto de pressão norte‑americana desde janeiro.
O Governo cubano afirmou não se deixar intimidar após as declarações do Presidente dos EUA, Donald Trump, de que tomaria o controlo de Cuba quase de imediato. A posição foi comunicada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, nas redes sociais. A reação ocorreu no seguimento de novas sanções anunciadas por Washington.
Rodríguez descreveu as palavras de Trump como uma nova ameaça direta de agressão militar que aumenta a pressão sobre Cuba. O ministro sustenta que a posição dos EUA não encontra pretexto além do desejo de satisfazer apoiantes políticos, referindo-se à comunidade cubano-americana na Florida.
Na sexta-feira, a administração norte-americana divulgou medidas de sanções dirigidas a setores estratégicos da economia cubana, incluindo energia, defesa, mineração e serviços financeiros. As sanções visam bloquear ativos de quem opere nesses setores ou negocie com o Governo cubano.
Paralelamente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusou Cuba de permitir a presença de serviços de informações de adversários no território, afirmando que Washington não tolerará essa situação. O Senado dos EUA também rejeitou uma proposta para limitar operações militares futuras contra Havana.
Desde janeiro, a Administração Trump tem intensificado a pressão sobre Cuba, com um bloqueio petrolífero e declarações públicas que sugerem uma mudança de regime. O Governo cubano marcou as celebrações do 1.º de Maio como uma demonstração de apoio à soberania nacional.
Contexto diplomático
O Governo cubano descreveu o 1.º de Maio como uma manifestação de apoio à Revolução, em resposta à pressão externa. A posição reafirmada de Cuba surge num momento de tensões entre Havana e Washington, com impactos relevantes para a política externa e económica cubana.
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