- O futuro primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, elogiou os membros do novo governo num vídeo de cerca de seis minutos e anunciou a nomeação de Márton Melléthei-Barna, cunhado de Magyar, para o cargo de ministro da Justiça.
- Melléthei-Barna é advogado, pai de quatro filhos, amigo de faculdade de Magyar e tem passado por vários cargos ligados a funções jurídicas no Partido Tisza; foi líder de subunidades do partido e delegado na Comissão Eleitoral Nacional em 2024.
- Magyar afirmou que a carreira do futuro ministro da Justiça é de alto nível e que é importante atuar com total transparência para reforçar a confiança no Ministério, especialmente após a junção da vida pessoal com a família no processo.
- O vídeo também mencionou a separação de poderes, com a irmã de Magyar a suspender a atividade judicial para evitar conflitos de interesse.
- Em relação a críticas, Magyar abordou a relação com György Wáberer e o financiamento do Partido Tisza, assegurando que o apoio financeiro não implica ligações indevidas e que pretendem devolver doações relevantes recebidas, caso haja contestação.
Péter Magyar, futuro primeiro-ministro da Hungria, divulgou num vídeo de cerca de seis minutos a composição completa do governo e defendeu a nomeação do seu cunhado para o Ministério da Justiça. A escolha de Márton Melléthei-Barna, advogado, ocorre numa altura em que o partido de Magyar enfrenta críticas internas e externas após as eleições.
O anúncio também confirmou Gábor Pósfai como candidato a ministro do Interior, sendo estes dois os últimos nomeados do Executivo que se aposta ficar conhecido pela capacidade de reformar a administração pública, reforçar a transparência e manter a justiça sob escrutínio.
Magyar descreveu Melléthei-Barna como figura de alto nível, com experiência jurídica relevante, e destacou a sua ligação de longa data com o movimento que também o integrou desde fevereiro de 2024. O mandatário explicou que a independência e a transparência do Ministério da Justiça são prioridades.
O futuro chefe de governo ressaltou que a separação de poderes será respeitada, indicando que a irmã de Magyar irá suspender a atividade judicial para evitar conflitos de interesse. A medida visa assegurar que decisões do Ministério da Justiça sejam tomadas de forma transparente.
Controvérsias e respostas
Pelo menos uma linha de crítica chegou a partir de membros do Fidesz, apontando para o impacto político de nomeações familiares num contexto de derrota eleitoral. Magyar respondeu que o objetivo é entregar resultados práticos: recuperar fundos da UE, impulsionar a economia e fortalecer serviços públicos.
Relativamente a relações com o empresário György Wáberer, o líder do movimento reiterou que o apoio financeiro não será aceito formalmente por parte do partido, e que qualquer doação superior a 500.000 forints será tornada pública. A política de transparência estende-se também à devolução de verbas recebidas de forma contestada.
A imprensa questionou a influência de investidores na orientação política. Em reação, Magyar afirmou que o financiamento do Tisza não deverá comprometer a independência do governo e que o partido irá devolver doações consideradas inadequadas, mantendo o foco em políticas públicas.
O premiê-designado também indicou que qualquer pedido de contestação relacionado com doações será tratado sem demora, e que as informações sobre maiores doações serão tornadas públicas dentro dos prazos definidos. A intenção é preservar a confiança pública na gestão governamental.
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