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Aung San Suu Kyi continua em paradeiro desconhecido

Suu Kyi permanece sem paradeiro um dia após o regime anunciar prisão domiciliária; detalhes sobre onde ficará e com quem ficará são incertos

Imagem de Aung San Suu Kyi revelada pelo Exército
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  • O círculo próximo de Aung San Suu Kyi não tem informações sobre o paradeiro da ex-líder, um dia após o Governo militar anunciar a transferência para prisão domiciliária.
  • A Liga Nacional para a Democracia (LND) informou que o regime comunicou a transferência sem indicar mais detalhes sobre a aplicação da medida.
  • A LND indica que, segundo a lei birmanesa, Suu Kyi pode escolher com quem viver, mas não está claro como isso será aplicado pelo regime.
  • Fontes próximas dizem que a casa de Rangum está fechada ao público e é improvável que Suu Kyi seja transferida para ali; o canal MRTV diz que ela deverá cumprir o resto da pena em prisão domiciliária.
  • O Governo militar mantém o controle; segundo a Associação para a Assistência a Prisioneiros Políticos de Myanmar, mais de 22.047 pessoas continuam detidas e cerca de 8.000 teriam morrido desde o golpe.

O paradeiro de Aung San Suu Kyi mantém-se desconhecido, um dia depois de o Governo militar ter anunciado a transferência da ex-líder para prisão domiciliária. A informação foi comunicada pelo regime sem detalhes adicionais.

O círculo próximo de Suu Kyi não confirmou onde a antiga premiê ficará. A Liga Nacional para a Democracia (LND) disse apenas que houve uma decisão oficial, sem especificar prazos ou condições da medida.

Quem comparece ao caso relata incerteza. U Bo Bo Oo, empresário ligado à LND, que vive no exílio, disse à EFE que, segundo a lei birmanesa, Suu Kyi pode escolher com quem viver, mas sem indicar como o regime aplica a decisão.

Situação atual

Fontes na EFE indicam que a casa de Suu Kyi em Rangum continua fechada ao público e que é improvável que seja a residência para prisão domiciliária escolhida pelo regime. Observadores apontam que a antiga líder é conhecida pela resistência contra os militares.

Kim Aris, filho de Suu Kyi, pediu informações públicas sobre o estado de saúde e sobre a possibilidade de comunicação com a mãe, afirmando que ela permanece isolada. Em redes sociais, pediu provas caso esteja viva.

As imagens exibidas pela televisão estatal mostram Suu Kyi magra, com o rabo de cavalo, diante de dois agentes, mas não está claro quando a gravação foi realizada. O canal MRTV indicou que a pena deverá cumprir-se integralmente, em prisão domiciliária, sem esclarecer contactos com advogados ou família.

Contexto

Os militares conduziram o golpe de 2021 que interrompeu a transição democrática birmanesa, liderada por Suu Kyi, e intensificaram o conflito armado no país. O isolamento internacional manteve-se acentuado desde então.

Segundo a Associação para a Assistência a Prisioneiros Políticos de Myanmar, cerca de 22 047 pessoas continuam detidas e já morreram oito mil desde o golpe.

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