- O incêndio em Crans-Montana, Suíça, deixou 41 mortos, incluindo seis adolescentes italianos; 13 italianos ficaram gravemente queimados.
- Algumas famílias receberam faturas médicas na Itália, mas as autoridades suíças asseguram que não há obrigação de pagamento; os custos são cobertos por seguros e apoios às vítimas.
- A situação gerou tensão entre Itália e Suíça, com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, a expressar publicamente o choque pelas faturas reportadas.
- Regra europeia de coordenação da segurança social permite que custos médicos sejam reembolsados pelo país de origem; Itália afirma que não pedirá reembolso à Suíça.
- A investigação continua, com treze suspeitos sob investigação por homicídio por negligência e fogo posto por negligência; há também questionamentos sobre inspeções de segurança no bar desde 2019.
O incêndio fatal na estância suíça de Crans-Montana, na véspera de Ano Novo, provocou 41 mortos, entre os quais vários jovens. O evento tornou-se um dos desastres mais mortíferos da recente história da Suíça e levou a uma intensificação das investigações em curso.
Entre os vítimas, seis adolescentes italianos faleceram, e pelo menos 13 cidadãos italianos ficaram feridos com queimaduras graves, exigindo tratamento hospitalar. A tragédia gerou posteriormente tensões diplomáticas entre Itália e Suíça, amplificadas por questões de responsabilidade financeira pelos cuidados médicos.
Faturas emitidas às famílias das vítimas
A 21 de abril, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni declarou estar chocada com relatos de faturas de hospital na Suíça recebidas por famílias de vítimas. Documentos, divulgados pela imprensa italiana, mostravam custos de tratamento entre 17 mil e 71 mil euros num hospital de Sion.
As autoridades suíças esclareceram que as faturas visavam apenas fins informativos e não obrigavam as famílias a pagarem. O embaixador italiano na Suíça confirmou ter discutido o assunto com o presidente do cantão de Valais, que disse tratar-se de um erro.
De acordo com o FDHA, as cópias recebidas pelas famílias respeitam a lei suíça e não representam obrigação de pagamento. O sistema de seguros cobre as despesas por meio do hospital do país anfitrião, com reembolso ao país de origem.
Investigação e desdobramentos
A Itália questiona a responsabilidade do cantão de Valais e dos proprietários do bar Le Constellation, onde o incêndio teve início. O embaixador italiano indicou que Roma pode pedir à Suíça que descontinue pedidos de reembolso sobre estes custos.
Enquanto a investigação continua, 13 suspeitos são interrogados por homicídio por negligência, lesões por negligência e fogo posto por negligência. Várias pessoas ligadas à administração do cantão de Valais também estão sob averiguação.
Os procuradores analisam se os regulamentos de segurança no bar foram cumpridos, após a descoberta de que não houve inspeções de segurança anuais desde 2019, apesar da exigência de atualizações periódicas.
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