- Morreu aos 79 anos, em San Diego, após complicações nos tratamentos oncológicos, anunciou o Instituto J. Craig Venter.
- Em 26 de junho de 2000, foi apresentado o primeiro rascunho do genoma humano, com mais de noventa por cento da sua composição descodificada.
- Venter fundou a Celera para competir com o projeto público de descodificação, acelerando a obtenção de resultados.
- No início dos anos dois mil, o seu grupo desenvolveu a biologia sintética e criou a primeira célula sintética capaz de se multiplicar em laboratório.
- O programa envolveu ainda expedições de sequenciamento de ADN marinho, e o trabalho utilizou dados de cinco pessoas, sendo uma delas Craig Venter.
Craig Venter, empresário e biólogo norte-americano, morreu aos 79 anos em San Diego, devido a complicações de tratamentos oncológicos, anunciou o Instituto J. Craig Venter. A notícia
Chegou ao público em 26 de Junho de 2000, quando apresentou o primeiro rascunho do genoma humano, com mais de 90% da composição decodificada. Venter liderou financiamento privado que acelerou o mapeamento do ADN.
A sua trajetória ficou marcada pela competição com o projecto público do Genoma Humano e pela criação de ferramentas e empresas que avançaram a biologia sintética. Em 1998 fundou a Celera, que anunciou resultados acelerados.
Contribuições-chave
A técnica de sequenciar ADN adotada por Venter envolve partir o ADN em fragmentos e remontá-los na ordem correta, segundo estudos de especialistas. O trabalho privado e o público funcionaram de forma complementar para mapear o genoma humano.
Pela ciência sintética, criou em 2010 a primeira célula sintética capaz de se multiplicar, construída em laboratório. Em 2016, uma bactéria com o menor número de genes, 473, foi criada no laboratório.
Legado e alcance
Venter também liderou expedições para sequenciar ADN de microrganismos marinhos. O seu ADN ficou registado no primeiro rascunho do genoma humano, destacando o papel central do científico na história genética.
A notícia sublinha a importância de avanços privados e públicos na genética, bem como a evolução para a biologia sintética e a criação de formas de vida em laboratório.
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