- A União Europeia disse estar pronta a impor sanções a quem ajudar a vender cereais ucranianos roubados pela Rússia, após o navio Panormitis chegar ao porto de Haifa, em Israel.
- O navio, com pavilhão do Panamá, alegadamente transporta mais de 6.200 toneladas de trigo e 19.000 de cevada; um carregamento de cereais ucranianos roubados já tinha sido autorizado a seguir viagem no início do mês.
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, pediu a Israel que rejeite o navio e que sejam preparadas sanções coordenadas com a UE contra quem lucra com o esquema.
- A UE precisa da unanimidade de 27 Estados-membros para aplicar sanções; a questão mantém tensões políticas entre a UE e Israel, com divisões entre alguns países sobre suspensão de acordos.
A União Europeia indicou que está pronta a impor sanções a Israel por facilitar o carregamento de cereais ucranianos roubados a bordo de uma embarcação da frota sombra russa, a chegar ao porto de Haifa. O navio Panormitis, com pavilhão do Panamá, transportava mais de 6.200 toneladas de trigo e 19.000 toneladas de cevada, segundo informações de Bruxelas. A chegada ocorreu após contactos entre Kiev e Telavive sobre o assunto, que já tinham sido comunicados às autoridades israelitas.
A Comissão Europeia reiterou a condenação de ações que financiem o esforço de guerra da Rússia ou contornem sanções da UE, e informou ter notado a autorização para descarregar em Haifa. O porta-voz sublinhou que a UE está pronta a listá-las entidades e indivíduos envolvidos, caso seja necessário, para travar o comércio ilegal de cereais.
O caso elevou as tensões entre Ucrânia e Israel. Kiev pediu à UE que utilize todos os instrumentos possíveis para impedir a venda global de cereais roubados, incluindo medidas de fronteira. Em resposta, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel afirmou que o Panormitis será analisado pelas autoridades nacionais, com atuação em conformidade com a lei.
Contexto diplomático
As sanções da UE exigem unanidade entre os 27 Estados-membros. Embora já tenham sido aplicadas a várias entidades russas, manter o consenso para ações contra Israel tem sido desafio constante, refletindo divisões entre os Estados-membros.
Os próximos passos incluem a continuação do escrutínio ao navio e a avaliação de medidas adicionais por parte da UE, com possível anúncio de sanções contra indivíduos ou entidades associadas ao fluxo de cereais. O tema insere-se num momento de tensões entre a UE e Israel, em contexto de conflitos regionais e debates sobre o cumprimento de acordos bilaterais.
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