- Ucrânia assinalou, em abril de 2026, os 40 anos do desastre de Chernobyl de 1986, com antigos liquidatários a regressarem ao local.
- O grupo visitou locais-chave, entre eles a cidade abandonada de Pripyat e a nova estrutura de confinamento seguro que cobre o quarto reator danificado.
- Conhecidos como liquidatários, cerca de 600 000 pessoas foram mobilizadas em toda a União Soviética após a explosão de 26 de abril de 1986, com muitos expostos a radiação.
- Muitos regressantes em 2026 são oriundos da região de Poltava e trabalharam na descontaminação entre 1987 e 1988.
- O desastre levou à evacuação de mais de 116 000 residentes e à criação de uma zona de exclusão de trinta quilômetros, ainda em grande parte inabitável; as autoridades sublinham a memória das respostas de ontem e a ligação com a resiliência atual, num momento de guerra.
O grupo de antigos trabalhadores da descontaminação, conhecidos como liquidadores, regressou a Chernobyl em 2026 para assinalar 40 anos desde o desastre de 1986. A visita inclui locais marcantes como a cidade abandonada de Pripyat e a nova estrutura de confinamento seguro que cobre o quarto reator danificado. A homenagem destaca o impacto duradouro do pior acidente nuclear já registado.
Cerca de 600 000 pessoas foram mobilizadas pela União Soviética após a explosão de 26 de abril de 1986. Muitos liquidadores ficaram expostos a radiação elevada enquanto erguiam contenções e removiam destroços, levando a problemas de saúde ao longo das décadas. Em 2026, alguns regressaram vindos da região de Poltava, tendo desempenhado funções de descontaminação entre 1987 e 1988.
Entre os que voltaram está um antigo bombeiro de Poltava, cuja experiência de 1987-1988 foi descrita como central para a sua identidade e para a memória coletiva do desastre. Os participantes têm vindo a partilhar percursos de vida marcados pela exposição à radiação e pelos efeitos na saúde.
O desastre provocou a evacuação de mais de 116 000 residentes e criou uma zona de exclusão com 30 km de raio, ainda maioritariamente inabitável. Hoje, memoriais e locais preservados atestam a dimensão da tragédia. A Ucrânia realça, numa altura de conflito, a relevância de lembrar quem respondeu ao perigo.
Subtítulo: Memória e contexto atual
As autoridades destacam a ligação entre a resiliência de ontem e a de hoje, sublinhando a importância de preservar a memória do esforço dos liquidadores. O evento ocorre num momento em que o país disputa território, mantendo o foco em homenagear quem enfrentou o acidente.
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