- Pouco menos de duas semanas após vencer as eleições húngaras, Péter Magyar enfrenta uma vaga de desinformação sobre as suas políticas de imigração.
- Um boato afirma que, a partir de junho, todos os trabalhadores de fora da União Europeia seriam impedidos de trabalhar na Hungria, o que não corresponde ao discurso de Ano Novo de 2025, que cita apenas trabalhadores convidados de países terceiros não-húngaros da UE.
- A afirmação de que Magyar repetiu esse plano numa conferência de imprensa após a vitória também não é verídica; houve menção a restrições para empresas estrangeiras com poucos trabalhadores húngaros.
- Outra alegação enganosa alega que Magyar pediu a Viktor Orbán para ser presidente da Comissão Europeia ou do Conselho Europeu; na realidade, a entrevista de 2024 foi na qual ele colocou a hipótese de forma puramente hipotética.
- Investigadores apontam que Magyar foi alvo de uma campanha de desinformação associada a redes russas (Storm-1516) antes das eleições, com conteúdos fabricados a partir de fontes legítimas.
Pátrio político em torno de Péter Magyar continua, duas semanas após a vitória nas eleições húngaras. Desinformação circling acusa políticas de imigração de Magyar e associações com Viktor Orbán, sem base factual clara.
Mensagens enganosas circulam amplamente nas redes sociais, alegando que Magyar planeia retirar autorizações de trabalho a ucranianos e a outros imigrantes fora da UE a partir de junho. As mensagens sugerem também expulsões de trabalhadores estrangeiros.
Na verdade, Magyar manteve o foco numa política específica de trabalhadores convidados de países terceiros, anunciada num discurso de Ano Novo de 31 de dezembro de 2025. A posição do partido Tsizsa é rígida quanto à entrada desses trabalhadores a partir de 1 de junho de 2026.
A política não abrange migrantes que já se encontrem na Hungria antes da data mencionada. Além disso, Magyar não repetiu esse plano numa conferência de imprensa após a vitória, ao contrário do que circula online.
Outra aldrabice popular envolve uma entrevista antiga em que Magyar supostamente pressionaria para que Orbán fosse presidente da Comissão Europeia ou do Conselho. A entrevista é de 2024, em contexto hipotético, e não representa apoio público a uma candidatura específica.
Perante estas mensagens, investigadores apontam que Magyar foi alvo de uma campanha de desinformação associada a narrativas russas, designada Storm-1516, que explorou fontes legítimas para criar artigos fabricados. A origem exata das redes não está confirmada.
A difusão de conteúdos distorcidos continua a explorar temas sensíveis como migração e governança europeia. O objetivo aparente é colocar Magyar numa posição de controvérsia, associando-o a figuras políticas de referência na União Europeia. Fontes internacionais acompanham o caso para confirmar factos.
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