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Iguanodontes podem ser 16 milhões de anos mais antigos do que se pensava

Nova análise revela linhagem fantasma de iguanodontianos com cerca de 16 milhões de anos a mais do previsto, reescrevendo a evolução do grupo

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  • Um estudo internacional, divulgado pela Universidade Nova de Lisboa, indica que iguanodontianos existiram cerca de 16 milhões de anos antes do que se pensava.
  • A pesquisa, publicada na revista Palaeontology, mostra que os iguanodontianos começaram a diversificar-se há mais de 186 milhões de anos.
  • Os investigadores reuniram um conjunto de dados muito completo, incluindo fósseis pouco estudados da Península Ibérica, para reconstruir a evolução do grupo.
  • O estudo sustenta que os iguanodontianos eram diferentes, adaptáveis e bem-sucedidos globalmente, e que podem não representar um único grupo evolutivo bem definido.
  • A pesquisa sugere que a espécie mais conhecida, Iguanodon bernissartensis, pode não ter vivido no sul da Europa, com reconhecimento de uma linhagem Ouranosauria, que inclui Ouranosaurus e Brighstoneus.

Dinossauros iguanodontianos podem ser 16 milhões de anos mais antigos do que se pensava, aponta um estudo internacional divulgado pela Universidade Nova de Lisboa. A pesquisa questiona a linha temporal do groupo, sugerindo existirem no Jurássico Inferior e Médio, antes do que os registos atuais indicam.

A equipa reuniu um dos conjuntos de dados mais completos já compilados sobre iguanodontianos, mesclando fósseis já conhecidos com observações de ossos pouco estudados, sobretudo da Península Ibérica. Ao integrar crânio e corpo, consolidou um panorama evolutivo mais robusto.

Os investigadores descrevem o iguanodontiano como um grupo diverso, altamente adaptável e com alcance global, não apenas uma etapa de transição na evolução dos herbívoros. A descoberta abre a possibilidade de várias linhas distintas dentro do grupo.

Descoberta e alcance

O estudo publica que o género Iguanodon pode ter começado a divergir há mais de 186 milhões de anos, antes do registo fóssil claro. A análise mostra uma fase de grandes transformações globais, com instabilidade climática e fragmentação do supercontinente Pangeia.

Os autores salientam que o registo fóssil actual documenta capítulos tardios da história, não o início. A notícia aponta ainda que a espécie mais conhecida, Iguanodon bernissartensis, pode não ter vivido no sul da Europa, contrastando com interpretações anteriores.

A pesquisa identifica uma possível linhagem Ouranosauria, que inclui Ouranosaurus, de África, e Brighstoneus, da Europa. A equipa também sugere que vários iguanodontianos do Cretáceo Inicial da Península Ibérica representam linhagens distintas.

Implicações para a Paleontologia

Os iguanodontianos formaram parte da família Ornithischia e tiveram papel central na definição de dinossauros. Os resultados indicam uma compreensão mais ampla da diversidade e da evolução deste grupo ao longo de milhões de anos.

Liderado por Filippo Maria Rotatori da Nova, o estudo contou com colaboração de Alfio Alessandro Chiarenza (UCL, Reino Unido), Federico Fanti (Universidade de Bolonha) e Miguel Moreno-Azanza (Universidade de Saragoça). O trabalho foi publicado na revista Palaeontology.

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