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Secretário da Marinha dos EUA deixa cargo durante tensão com o Irão

Secretário da Marinha dos EUA deixa o cargo no meio da guerra com o Irão, com Hung Cao a assumir interinamente enquanto o Pentágono se reestrutura

ARQUIVO: O Secretário da Marinha John Phelan discursa durante a 4ª Cimeira Anual de Defesa do Nordeste de Indiana na Universidade Purdue de Fort Wayne, 12 de novembro de 2025
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  • O secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, deixou o cargo, tornando-se o mais recente alto funcionário da Defesa a abandonar o posto.
  • O cargo passa a ser ocupado interinamente pelo subsecretário da Marinha, Hung Cao, veterano com 25 anos de serviço.
  • O anúncio foi feito pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, numa publicação no X, sem indicar a razão da saída.
  • A saída ocorre num momento de reestruturação no Pentágono, com mudanças em diversos cargos de topo desde fevereiro de 2025.
  • Hung Cao tem apoio de Donald Trump e já concorreu, sem sucesso, a cargos no Senado e na Câmara dos Representantes da Virgínia.

O secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, deixou o cargo em pleno confronto com o Irão, segundo anúncio do Pentágono. A saída ocorreu numa altura de tensões marítimas e de bloqueios a portos iranianos, sob um cessar-fogo frágil.

A informação foi publicada na tarde de quarta-feira pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell. O Departamento de Defesa desejou felicidades a Phelan nos seus futuros empreendimentos, sem divulgar motivação oficial para a saída.

Pelo cargo interino fica Hung Cao, subsecretário da Marinha. Cao tem 25 anos de carreira naval e correu sem sucesso a eleição para o Senado na Virgínia, apoiado por figuras associadas ao atual posicionamento republicano.

Mudanças no topo do Pentágono

A saída de Phelan marca a última de várias mudanças no núcleo de comando do Defense, ocorridas semanas após demissões de altos comandos. O ex-secretário de Defesa, Pete Hegseth, despediu militares de topo desde que assumiu o cargo no ano passado.

A remodelação envolve vários ramos, com histórico de demissões amplas de oficiais superiores desde fevereiro de 2025. Entre os visados estiveram oficiais da Marinha e da Força Aérea, segundo fontes associadas às instruções de gestão.

Trump, que presidiu o país, também promoveu alterações a cargos-chave de chefia das forças armadas, incluindo o presidente do Estado-Maior Conjunto em tempos recentes, o que reforça o contorno político da reforma.

Phelan assume numa fase de elevada atividade naval, com o governo dos EUA a indicar que todas as forças armadas estão preparadas para retomar operações contra o Irão caso o cessar-fogo falhe.

Perfil de Hung Cao

O interino Cao não possui experiência militar como ocupante de cargos civis, segundo o perfil público. A atuação dele ao longo da carreira incluiu consultoria para organizações de defesa e investimentos privados.

Cao participou na Convenção Nacional Republicana de 2024 e tem historial de críticas a temas como vacinas obrigatórias para o serviço e iniciativas de inclusão nas forças armadas. Além disso, já manifestou oposição a parte da ajuda militar à Ucrânia.

Desde a sua nomeação, Cao tem defendido a reintrodução de militares que não cumpriram a obrigatoriedade de vacinação. O objetivo é, conforme tem dito, manter a prontidão e o equilíbrio estratégico.

O anúncio da saída de Phelan chega num momento em que o Pentágono tem procurado manter a operacionalidade das forças, mesmo com mudanças na liderança, e onde o foco permanece na pressão sobre navios de origem iraniana e apoio a aliados na região.

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