- O navio ABINSK atracou no porto de Haifa a doze de abril e partiu aquinze de abril, seguindo depois para Çanakkale, na Turquia, com destino provável a Istambul.
- A Ucrânia afirma que a carga pode ter origem em territórios ocupados pela Rússia e pediu a apreensão da carga, que alegadamente foi descarregada entre doze e catorze de abril em Haifa.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel disse às autoridades ucranianas que já era tarde para deter o navio, pois este já tinha deixado o porto.
- Não existe uma proibição global de exportação de cereais russos; as sanções da União Europeia costumam fechar a maioria dos navios ligados à frota russa, mas países não vinculados às sanções podem autorizar paragens, incluindo Israel e Turquia.
- Segundo o projeto SeaKrime, o ABINSK transportava pelo menos sete mil quinhentas toneladas de trigo originário da Crimeia, com a origem alegada como Kerch; o navio tem cerca de vinte anos e já navegou como Lago di Nemi, sob bandeira da Libéria.
O ABINSK, navio de carga, atracou em Haifa, Israel, entre 12 e 14 de abril, antes de partir com destino a Istambul, Turquía. Segundo dados de rastreio, o navio ficou em tránsito após descarregar, tendo estado no porto israelita por alguns dias.
A Ucrânia afirma que a carga pode ter origem em cereais de territórios ocupados pela Rússia. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia disse ter avisado as autoridades de Israel e pediu a apreensão da carga com base numa decisão judicial ucraniana.
Israel e Turquia não integram sanções globais da UE. Consequentemente, não houve impedimento para o atracamento. A Ucrânia sustenta que a carga é proveniente de áreas ocupadas, o que viola leis nacionais, mas não existe consenso internacional sobre a proibição de exportações de cereais russos.
Carga e origem
Investigações do SeaKrime apontam para pelo menos 7 500 toneladas de trigo associadas ao ABINSK, com alegações de origem em Kerch, Crimeia. A mensagem é de que a carga foi declarada como russa, apesar de ter proveniência de zonas ocupadas pela Rússia.
As informações públicas não confirmam a saída do ABINSK de portos russos ou da Crimeia, mas indicam atividade no Mediterrâneo Oriental entre 2018 e 2025. O relatório cita transferências entre navios e rotas que contornam regulamentos.
O que dizem as fontes
O ABINSK é descrito pela Ucrânia como parte da denominada “frota sombra” da Rússia, associada a redes de fachada e a desligamento de sistemas de localização para evitar detecção. A embarcação tem cerca de 20 anos e já houve mudanças de bandeira e de proprietário.
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