- O primeiro-ministro Luís Montenegro recebe a vencedora do Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, na residência oficial de São Bento, às 15h de quarta-feira, 22 de abril.
- Machado esteve em Madrid, onde criticou Pedro Sánchez e elogiou Donald Trump, assegurando que mantém contactos com Washington sobre o regresso à Venezuela.
- Em Madrid, afirmou que o encontro com Sánchez “não era aconselhável” à luz da Cimeira da Democracia em Barcelona.
- A líder venezuelana referiu reuniões com figuras conservadoras espanholas, como Alberto Núñez Feijóo e Santiago Abascal, sem contactos com o Governo espanhol.
- Machado disse que está a discutir com Washington o seu regresso à Venezuela, reconhecendo riscos, mas assegurando o objetivo de apoiar os venezuelanos e enfrentar a atual presidente Delcy Rodríguez.
Luís Montenegro recebe María Corina Machado na residência oficial de São Bento, em Lisboa. A premiada com o Nobel da Paz de 2025 desloca-se para uma audiência marcada para as 15h de quarta-feira, 22 de Abril, no palácio governamental.
A visita acontece numa altura em que Machado tem sido tema de debate internacional. A líder da oposição venezuelana esteve já em Madrid, entre sexta-feira e sábado, onde criticou o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez e alguns aliados progressistas da região, ao mesmo tempo que elogiou Donald Trump e indicou que está a coordenar com Washington o regresso à Venezuela.
Em conferência de imprensa em Madrid, Machado comentou que a Cimeira da Democracia, realizada em Barcelona, a retirou do contacto com Sánchez, considerando o momento inadequado para um encontro. Também mencionou receios de líderes presentes sobre um possível regresso da oposição ao poder na Venezuela.
A dirigente venezuelana advertiu que o seu deslocar a Espanha teve caráter providencial, não planeado, e referiu reuniões com figuras conservadoras espanholas, sem contactos com o Governo socialista. Entre os interlocutores, destacou nomes como Alberto Núñez Feijóo e Santiago Abascal.
Machado confirmou ainda contactos com Washington sobre o regresso à Venezuela, reconhecendo riscos, mas assegurando que não se deixará intimidar. Enfatizou o objetivo de apoiar os venezuelanos e destacou a atuação dos EUA, incluindo uma operação que resultou na captura de Nicolás Maduro no passado mês de Janeiro.
Quanto ao atual governo venezuelano, Machado criticou Delcy Rodríguez, apontando para um contexto de caos e violência, e defendeu a necessidade de uma transição pacífica para o país. O tom manteve-se firme no sentido de distinguir o movimento oposicionista do atual executivo.
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