- Navios de cruzeiro alemães Mein Schiff 4 e Mein Schiff 5 foram visados no Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária Islâmica, num episódio relatado pela Vanguard Tech.
- Um capitão informou que os guardas avisaram via rádio: “estamos a levar a cabo uma operação, vamos disparar e destruir-vos”, e houve registo de um impacto nas proximidades de um navio.
- Para além dos cruzeiros, vários cargueiros da MSC tiveram a posição dificultada por causa do desligar de transponders.
- A passagem pelo estreito realizou-se com cooperação das autoridades competentes e não houve ameaça específica; não houve danos nem passageiros a bordo no momento.
- Os navios da TUI seguem agora para o Mediterrâneo, após terem estado atracados no Dubai, Abu Dhabi e Doha, com equipas a bordo mantendo conduta prudente.
Navios de cruzeiro alemães foram alvo dos Guardas da Revolução Islâmica no Estreito de Ormuz, no último fim de semana. Dois barcos da TUI, Mein Schiff 4 e Mein Schiff 5, teriam sido alvo, segundo a empresa de segurança marítima Vanguard Tech.
De acordo com informações preliminares, as autoridades iranianas teriam emitido avisos por rádio durante a operação, sem que fosse identificada uma ameaça específica. Vários navios desligaram os transponders, o que dificultou temporariamente o tracking de posição de alguns embarcações.
Desdobramentos no estreito
Além dos cruzeiros, a situação envolveu também cargueiros da MSC. Mesmo assim, a passagem pelo Estreito de Ormuz ocorreu em coordenação com as autoridades competentes e sem incidentes graves relatados.
As embarcações não tinham passageiros a bordo na altura, já que estes tinham desembarcado em março. Não foram registados danos aos navios durante o episódio, que ficou pela tensão observada na área.
Situação atual dos navios
Os navios da TUI seguiram viagem para o Mediterrâneo, conforme informação da empresa. A Vanguard Tech agradeceu às tripulações e a todos os intervenientes pelo comportamento cuidadoso durante o sucedido.
Algumas das unidades afetadas tinham estado atracadas na região durante cerca de três semanas, incluindo outros navios da MSC. Os registos indicam que as operações de descompressão da situação decorreram com normalidade após a passagem ser assegurada.
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