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Espanha propõe à UE romper acordo com Israel

A Espanha propõe à União Europeia romper o acordo de associação com Israel por violações dos direitos humanos, repercutindo na política externa da UE

Espanha colocou pela primeira vez em causa o acordo em fevereiro de 2024, na altura devido à ofensiva israelita em Gaza
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  • Espanha vai propor à União Europeia que rompa o acordo de associação com Israel, devido a violações de direitos humanos pelo Governo de Benjamin Netanyahu.
  • A proposta foi anunciada pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, em Gibraleón, na Andaluzia, durante a pré-campanha para as eleições regionais.
  • Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE reúnem-se na terça-feira, em Bruxelas, para analisar a situação no Médio Oriente; Sánchez pediu apoio à medida.
  • O acordo de associação, em vigor desde 2000, inclui uma cláusula de respeito pelos direitos humanos.
  • Espanha já tinha colocado a questão em causa em fevereiro de 2024, devido à ofensiva israelita na Faixa de Gaza, e tem endurecido a posição desde então.

A Espanha vai propor à União Europeia, na terça-feira, que rompa o acordo de associação com Israel, devido a violações de direitos humanos, anunciou hoje o primeiro-ministro Pedro Sánchez. A iniciativa surge no contexto da guerra no Médio Oriente.

Sánchez afirmou, em Gibraleón, Huelva, que um governo que viola o direito internacional não pode ser parceiro da UE, reiterando a posição do governo espanhol de alinhamento com os princípios e valores europeus.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE reúnem-se na terça-feira, em Bruxelas, para analisar a situação no Médio Oriente. Segundo a agência EFE, Sánchez pediu pal para apoiar a proposta de Espanha.

O acordo entre a UE e Israel entrou em vigor em 2000 e prevê cláusulas sobre o respeito pelos direitos humanos. Espanha já tinha colocado a questão em causa pela primeira vez em fevereiro de 2024.

A posição espanhola ganhou consistência desde o início da ofensiva na região do Líbano, associada a operações na Faixa de Gaza e ao contexto de agressões na região desde o ataque de 7 de outubro de 2023.

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