- O Papa Leão XIV fez o primeiro discurso em Angola, em Luanda, na terceira etapa da sua viagem pela África, que já passou pela Argélia e Camarões e inclui a Guiné Equatorial.
- Criticou a lógica extractivista do capitalismo, afirmando que a exploração de recursos alimenta um modelo de desenvolvimento que discrimina e exclui.
- Defendeu romper a cadeia de interesses que reduz a realidade a mercadoria e afirmou que o diálogo é necessário para resolver conflitos, sem excluir as divergências.
- Elogiou a alegria do povo angolano e pediu ouvir aqueles que promovem justiça, paz, tolerância e reconciliação, apelando à conversão de quem impede o desenvolvimento harmonioso.
- Em Angola, 22 anos após a guerra civil, destacou a existência de uma terceira forma de enfrentar o conflito: aceitá-lo, resolvê-lo e transformá-lo em elo de renovação, através do diálogo entre jovens e adultos.
O Papa Leão XIV chegou a Luanda, Angola, na etapa africana da sua visita que já passou pela Argélia e Camarões e que inclui a Guiné Equatorial. O pontífice discursou contra a lógica extractivista que alimenta um modelo de desenvolvimento que discrimina e exclui.
No discurso proferido em português, o Papa salientou que a exploração de recursos tem deixado sofrimento, mortes e catástrofes sociais e ambientais. Afirmou que o mundo precisa de quebrar a cadeia de interesses que transforma a vida numa mercadoria.
Ao observar o mosaico humano de Angola, Leão XIV apelou à superação de conflitos através do diálogo, sem excluir divergências. Envoltos num salão oficial de Luanda, diplomatas, governantes e representantes da sociedade civil ouviram a reflexão sobre justiça, paz e reconciliação.
O Sumo Pontífice defendeu uma terceira via entre conflito e acomodação, defendendo a resolução de tensões como motor de renovação social. Lembrou ainda que jovens sonham e os pobres esperam, num país que carrega memórias da guerra civil.
O apelo foi para que se priorize o diálogo como instrumento para enfrentar problemas nacionais, regionais e globais. A mensagem enfatizou a importância de transformar divergências em oportunidades de inclusão e desenvolvimento comum.
A conversa ecoou entre autoridades angolanas e líderes religiosos, que veem a história recente como desafio a uma convivência mais estável. A visita de Luanda marca um momento de reflexão sobre o papel de Angola no panorama africano.
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