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Presidente colombiano afirma que Hitler está vivo na Europa por ódio racial

Petro alerta que o ódio racial fortalece a extrema-direita na Europa, afirmando que Hitler está "de novo vivo" e vence eleições pela xenofobia

ARQUIVO: O Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fala durante uma conferência de imprensa na embaixada da Colômbia em Washington, a 3 de fevereiro de 2026.
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  • O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que Adolf Hitler “ressuscitou” na Europa através do ódio racial contra estrangeiros, ajudando a extrema-direita a ganhar eleições em vários países.
  • Petro disse que a xenofobia não mira qualquer imigrante, mas indivíduos com uma determinada cor de pele, descrevendo isso como uma expressão do ideário hitleriano.
  • O líder de esquerda alertou para o aumento da xenofobia e da extrema-direita na Europa, ligada ao uso do medo como instrumento eleitoral.
  • Em Barcelona, Petro disse ter proposto um governo de concentração entre chavismo e oposição durante um a dois anos para criar confiança e permitir eleições verdadeiramente livres.
  • Petro comentou o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, qualificando-o como genocídio, e referiu que a posição da Espanha sobre bombardeamentos ao Irã é vanguarda na Europa.

Foi em Barcelona, à chegada aos compromissos com homólogos de Irlanda, México, Brasil e Uruguai, que o Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou uma ideia de governação de sala de alianças. A proposta visa que o chavismo e a oposição formem um governo de concentração por um período de um a dois anos para criar confiança mútua e facilitar eleições livres.

No centro das declarações, Petro descreveu planos para reduzir a desconfiança entre forças políticas contrárias, associando a cooperação temporária a uma transição que garanta eleições transparentes. O líder de esquerda também abordou o papel de discursos extremistas na vida política europeia, sem detalhar compromissos internacionais a seguir.

O Presidente citou temas de política externa, referindo o que chamou de bloco destrutivo, associado ao apoio a figuras como Donald Trump e, segundo a leitura dele, com ligações a setores governamentais de outros países. Sinalizou também a posição da Espanha sobre bombardeamentos envolvendo potências regionais, descrevendo-a como uma posição de vanguarda na Europa.

A questão do bloqueio económico dos EUA a Cuba ficou no centro de uma análise sobre tensões históricas na região. Petro afirmou que o embargo representa um genocídio económico que afeta o bem-estar de uma população, defendendo o seu encerramento como objetivo histórico.

Contexto internacional

O líder colombiano afirmou que o surgimento de resistências à diversidade na Europa favorece a ascensão de partidos de extrema-direita, num fenómeno que associou à retórica de ódio racial contra estrangeiros. A leitura dele aponta que o problema não seria dirigido a todos os imigrantes, mas a grupos definidos pela cor da pele.

Segundo Petro, a diversidade deve ser reconhecida como recurso, enquanto a xenofobia seria aproveitada por algumas formações políticas para obter vantagem eleitoral. O discurso procurou contextualizar o momento europeu num quadro de receios de segurança e de identidade nacional.

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