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Índice de metais de Londres atinge recorde e preocupa escassez de alumínio

London Metal Exchange (LME) atinge máximo histórico, com receios de escassez global de alumínio devido a perturbações no Médio Oriente

Latas vazias de alumínio empilhadas na cervejeira Revolution Brewing, em Chicago, em 20 de fevereiro de 2026
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  • A London Metal Exchange atingiu máximo histórico, com o alumínio a disparar face a receios de escassez mundial após perturbações no Médio Oriente provocadas pela guerra do Irão.
  • O índice de metais registou ganhos de quase doze por cento nas últimas quatro semanas, encerrando no valor mais elevado de sempre.
  • O alumínio valorizou cerca de quinze por cento desde o início da guerra do Irão, contribuindo para a maior ponderação do índice juntamente com o cobre.
  • Ataques a instalações de alumínio e o bloqueio do estreito de Ormuz reduziram fluxos de matérias-primas e obrigaram ajustes operacionais, elevando prémios e custos.
  • O banco JPMorgan Chase alerta para um défice de oferta significativo, estimando subida de preços nos próximos meses, com compradores europeus e norte-americanos a responderem diante de stocks baixos.

O índice de metais da London Metal Exchange (LME) atingiu o máximo histórico, impulsionado pela perspetiva de escassez mundial de alumínio. O gatilho veio de perturbações na produção e distribuição no Médio Oriente, associadas ao conflito na região. O alumínio, com peso relevante no índice, subiu aproximadamente 15% desde o início da crise.

A LME acompanha seis metais básicos e encerrou a última sessão no valor mais alto de sempre. O rasto de interrupções inclui ataques a instalações de alumínio e o bloqueio do estreito de Ormuz, potenciando reduções de fluxos de matérias-primas e ajustes operacionais.

As perspetivas apontam para défice de oferta, segundo analistas, com a procura em ascensão na Europa e na América do Norte. O alumínio continua a conduzir os ganhos, ao mesmo tempo que o cobre também atrai atenção de compradores industriais.

Perspetivas de mercado

JPMorgan Chase advertiu sobre um possível “buraco negro” na oferta de alumínio, ante previsões de perdas significativas. O banco prevê subida de preços nos próximos meses e limitações de alívio de curto prazo para quem depende do metal.

A pressão sobre o comércio global persiste, com sanções e restrições em vários mercados. Mesmo com sinais de desescalada, os obstáculos logísticos e as quebras de produção indicam custos elevados de forma sustentada.

Contexto geopolítico

O Médio Oriente representa cerca de 9% da produção mundial de alumínio, destacando o peso de eventos regionais. A evolução no terreno pode moldar fluxos e preços de metais industriais nos próximos meses, segundo analistas do setor.

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