- A Casa Branca informou estar a discutir uma segunda ronda de negociações com o Irão no Paquistão, com perspetivas de chegar a um acordo.
- Os negociadores concentram-se em três temas que deram entrada em descarrilar as conversações no fim de semana: o programa nuclear do Irão, o Estreito de Ormuz e a indemnização por danos de guerra.
- O presidente norte‑americano, Donald Trump, disse que uma nova ronda poderia ocorrer nos próximos dois dias, e António Guterres afirmou ser altamente provável a retomação das negociações.
- O Paquistão afirma que a liderança não desiste dos esforços para ajudar os Estados Unidos e o Irão a encerrar a guerra, enquanto o primeiro-ministro de Israel sustenta alinhamento com os EUA para conter o Irão.
- O Estreito de Ormuz permanece em bloqueio, o cessar‑fogo expira a 22 de abril e os mercados reagiram com uma queda nos preços do petróleo.
A Casa Branca revelou estar a discutir uma segunda ronda de negociações de paz com o Irão, a decorrer no Paquistão, e mostrou-se otimista quanto a um acordo. As conversas, centradas em três pontos cruciais, vão ainda em fase de preparação. A secretária de imprensa indicou que o próximo encontro é muito provável em Islamabad.
Os negociadores concentram-se no programa nuclear iraniano, no Estreito de Ormuz e na indemnização por danos de guerra, segundo uma fonte próxima aos esforços de mediação. As discussões surgem após avisos de que as conversas do fim de semana falharam por estas questões.
António Guterres, secretário-geral da ONU, sugeriu que a retomada é altamente provável, num encontro com o vice-primeiro-ministro do Paquistão, Ishaq Dar. O Paquistão dirige se empenho para facilitar o cessar-fogo entre EUA e Irão, mantendo contacto com as partes.
Estreito de Ormuz e evolução do cessar-fogo
Trump insinuou ao New York Post que a segunda ronda poderia ocorrer nos próximos dois dias, numa altura em que o cessar-fogo vigente até 22 de abril permanece frágil. O Irão prossegue com ações retaliações, e Washington mantém o bloco portuário iraniano. As negociações tentam manter aberto o estreito e reduzir as tensões regionais.
Benjamin Netanyahu também afirmou alinhamento com os objetivos norte-americanos, destacando a retirada do material enriquecido e o encerramento da capacidade de enriquecimento no Irão, bem como o reabertura do Estreito de Ormuz. As declarações são feitas em contexto de aproximação entre Israel e EUA.
Pouco depois, as bolsas reagiram positivamente, com queda no preço do petróleo e alta nos mercados acionistas, refletindo esperanças de um desfecho pacífico. No terreno, o conflito iniciou-se a 28 de fevereiro com ataques entre EUA, Israel e Irão, levando Teerão a responder com ações militares.
A frente diplomática permanece em aberto, sem que haja confirmação de acordo definitivo. As informações oficiais destacam o empenho de várias capitais para encerrar o conflito, mantendo a neutralidade e a veracidade dos factos. Fontes oficiais não divulgaram detalhes adicionais.
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