Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Diretor da AIEA pede controlo do programa nuclear iraniano para pôr fim à guerra

A AIEA defende verificação detalhada do programa nuclear do Irão num eventual acordo para pôr fim à guerra, após Teerão não permitir acesso às instalações bombardeadas

Um oficial de segurança iraniano com vestuário de proteção caminha por uma parte das instalações de conversão de urânio nos arredores da cidade de Isfahan, 30 de março de 2005
0:00
Carregando...
0:00
  • A AIEA afirma que Teerão não concedeu acesso às instalações nucleares bombardeadas durante o conflito de doze dias em junho, segundo relatório confidencial distribuído aos membros em fevereiro.
  • O diretor-geral Rafael Grossi pediu que medidas de verificação “muito detalhadas” sejam incluídas num possível acordo para pôr fim à guerra no Médio Oriente.
  • Grossi alertou que, sem inspetores da AIEA, não haverá acordo real, apenas a ilusão de acordo, destacando a necessidade de verificação de salvaguardas.
  • O relatório da AIEA indica que o Irão mantém uma reserva de 440,9 quilogramas de urânio enriquecido até 60%, suficiente, em teoria, para até dez bombas nucleares se convertido em arma.
  • A AIEA também reportou um rápido aumento das atividades nas instalações nucleares da Coreia do Norte, tamanho que preocupa observadores sobre a diplomacia com os EUA.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, defende que um acordo para pôr fim à guerra no Médio Oriente inclua um regime de verificação detalhado do programa nuclear do Irão. O objetivo é assegurar que as atividades enriquecimento de urânio sejam monitorizadas de forma rigorosa, ainda que o Irão tenha resistência a determinados acessos.

Grossi afirmou que, sem inspetores da AIEA, não haverá um acordo credível, sinalizando que a verificação é componente indispensável do qualquer entendimento. O chefe da AIEA lembrou que o Irão mantém um programa nuclear ambicioso que requer acompanhamento constante.

Teerão não concedeu acesso da AIEA a instalações nucleares que foram alvo de ataques de Israel e dos EUA num conflito de 12 dias em junho, segundo um relatório confidencial da agência. O documento indica ainda que não é possível confirmar a suspensão de atividades de enriquecimento ou o volume de urânio nas instalações atingidas.

O relatório acrescenta que o Irão dispõe de 440,9 kg de urânio enriquecido até 60% de pureza, um patamar técnico próximo de, mas ainda abaixo de, níveis para armas. A AIEA reitera que este material deveria ser verificado mensalmente, conforme as suas diretrizes.

Num paralelo, a administração de Donald Trump tem apresentado a impedir o Irão de obter armas nucleares como objetivo essencial de política externa. O Irão sustenta que o seu programa é pacífico e rejeita limites adicionais.

No fim de semana, conversações entre o Irão e a Arábia, Paquistão não resultaram em acordo, com a Casa Branca a apontar a recusa iraniana em abandonar ambições nucleares. Fontes iranianas não identificadas contestaram a leitura de falha dos diálogos pela imprensa.

Grossi também comunicou um aumento rápido das atividades nas instalações nucleares da Coreia do Norte, reiterando preocupações sobre a evolução do programa de Yongbyon e a possível expansão de instalações de enriquecimento de urânio desde 2019, conforme observadores externos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais