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Diplomatas tentam segunda ronda de conversações EUA e Irão

Paquistão propõe nova ronda de negociações entre EUA e Irão após a falha da primeira ronda, com o bloqueio naval a intensificar tensões económicas globais

Danos visíveis num edifício residencial no sudeste de Teerão, 14 de abril de 2026
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  • Diplomatas tentam organizar uma segunda ronda de negociações entre os EUA e o Irão, após a primeira ronda terminar sem acordo; Washington aponta as ambições nucleares de Teerão como ponto central.
  • Paquistão propôs a realização de uma segunda ronda; o local, o calendário e as delegações ainda não estão definidos, com Islamabad ou Genebra a surgir como possíveis anfitriões.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a segunda ronda pode ocorrer nos próximos dois dias, possivelmente em Islamabad; o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse ser altamente provável a retomada das negociações.
  • As forças norte-americanas dizem ter impedido a saída de seis navios dos portos iranianos nas primeiras 24 horas do bloqueio naval, envolvendo mais de dez mil soldados, vários navios de guerra e dezenas de aviões.
  • O conflito já causou mortes em várias frentes (Irão, Líbano, Israel e deslocados na região) e tem impactos económicos globais, com o Estreito de Ormuz no centro do confronto e subida dos preços de energia.

Diplomatas trabalham para organizar nova ronda de conversações entre EUA e Irão, após a primeira ronda terminar sem acordo. Washington destacou que as ambições nucleares do Irão dominaram as discórdias. As conversas decorrem por canais secundários, num contexto de tensão regional.

Os contactos ocorrem numa altura em que Washington decretou o bloqueio aos portos iranianos, e Teerão ameaçou responder com ataques na região. O objetivo é alcançar uma solução para o conflito que já entra na sétima semana, com impacto económico mundial.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, mostrou-se confiante numa retomada das negociações, citando uma reunião com o vice-primeiro-ministro do Paquistão, Ishaq Dar. Guterres afirmou que não há solução militar e pediu empenho político.

Paquistão propõe segunda ronda de negociações

Os anfitriões paquistaneses sugerem uma nova ronda entre Washington e Teerão. Dois funcionários norte-americanos confirmaram que as conversas continuam em curso. O local, data e composição das delegações ainda não estão definidos, com Islamabad e Genebra entre as opções.

Autoridades indicam que as negociações seguem sem confirmação oficial de calendário. Fontes destacam que a cidade anfitriã, o formato das delegações e o método de negociação dependem de consensos entre as partes.

Enquanto isso, a escalada militar persiste, com o risco de reacender hostilidades no Estreito de Ormuz. A região continua sob observação, face a interrupções nos transportes marítimos e ao impacto económico global.

Bloqueio naval e impacto económico

As forças norte-americanas anunciam que seis navios recuaram dos portos iranianos nas primeiras 24 horas do bloqueio. O CENTCOM informou que mais de 10.000 militares, várias dezenas de navios e aviões integram a operação.

Dados de rastreio marítimo, no entanto, indicam que pelo menos dois navios teriam contornado o bloqueio ao transitar o Estreito de Ormuz. O estreito é vital para o petróleo e o gás natural liquefeito, com quedas de preço e pressões nos mercados globais.

O conflito já causa perdas humanas significativas: milhares de mortos no Irão, Líbano e Israel, com dezenas de vítimas entre países árabes do Golfo, e treze militares norte-americanos mortos.

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